Os dados recém-divulgados do Censo 2022, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam uma transformação significativa no mapa religioso da Bahia. Embora os católicos ainda representem a maioria da população baiana, seu número continua em declínio, enquanto evangélicos e aqueles que se declaram sem religião registram um crescimento expressivo na última década.
De acordo com o levantamento, seis a cada dez baianos (aproximadamente 60%) ainda se identificam como católicos. No entanto, este grupo viu uma redução de cerca de 9,4% entre 2010 e 2022, o que se traduz em aproximadamente 728 mil pessoas a menos. Essa tendência de queda, observada desde a década de 1980, sugere uma reconfiguração da fé no estado.
Em contrapartida, o número de evangélicos na Bahia disparou, crescendo 42% no período. Atualmente, eles representam 23,3% da população, ou seja, um em cada cinco baianos, somando 2.869.362 fiéis. Apesar do avanço considerável, os evangélicos ainda não ultrapassam o contingente católico.

Outro dado de destaque é o aumento contínuo de pessoas que se declaram sem religião. Este grupo atingiu 12,9% da população baiana em 2022, o que equivale a 1,6 milhão de indivíduos, consolidando-se como uma parcela crescente e relevante.
Religiões minoritárias como o espiritismo e as de matriz africana (umbanda e candomblé) apresentaram estabilidade, mantendo cada uma cerca de 1,0% de representatividade no estado.
Os resultados do Censo 2022 pintam um quadro de pluralidade religiosa crescente na Bahia, desafiando as tradições estabelecidas e apontando para um futuro com um espectro de crenças ainda mais variado entre os baianos.

