REDAÇÃO | MAIS BAHIA
As obras de construção da nova ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, em Itapebi, entraram em uma etapa decisiva neste mês de março. O empreendimento, considerado vital para a logística e o turismo do Extremo Sul da Bahia, já apresenta avanços significativos na infraestrutura, com a conclusão de etapas críticas de fundação e o início do levantamento dos novos pilares.
Com um investimento total de R$ 104 milhões por parte do Governo Federal, o projeto não se limita apenas à construção da nova travessia, mas inclui também a reabilitação completa da estrutura antiga. A nova ponte terá aproximadamente 510 metros de extensão e contará com faixas duplicadas, o que deve eliminar os históricos gargalos de tráfego que castigam motoristas e transportadores que utilizam a rodovia.
Regras de tráfego e segurança Devido à intensidade das máquinas no canteiro de obras, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) mantém regras rígidas de circulação no local. Atualmente, é permitido o tráfego de veículos leves, vans, micro-ônibus e caminhões com no máximo três eixos (até 33 toneladas). Veículos de carga que excedam esse limite ou possuam características especiais continuam utilizando o desvio pela estrada da Veracel, que recebe investimentos de R$ 22 milhões para manutenção.
A fiscalização é rigorosa em ambos os acessos da ponte, com controle de peso e velocidade limitada a 30 km/h. Segundo o DNIT, essas medidas são temporárias e fundamentais para garantir a integridade da estrutura atual enquanto a nova não é inaugurada.

Impacto regional A conclusão da obra, prevista para o final deste ano, é aguardada com ansiedade por diversos setores. “A ponte é o coração da nossa conexão com o resto do país. Sem ela, o escoamento da produção agrícola e o fluxo de turistas para o nosso litoral ficam comprometidos”, afirmam lideranças locais. Além de facilitar o transporte de carga, a nova estrutura promete oferecer mais segurança, reduzindo o risco de interdições totais que, no passado recente, isolaram cidades e causaram prejuízos milionários ao comércio regional.
Com a fase avançada de execução, o cronograma segue dentro do esperado, consolidando a obra como um dos principais marcos de infraestrutura da Bahia em 2026.


