Por Redação Mais Bahia Itagimirim, BA — O Fórum Desembargador Adhemar Bento da Silva, em Itagimirim, é o centro das atenções de todo o Extremo Sul baiano nesta segunda-feira (6). Teve início, sob forte esquema de segurança, o julgamento de dois acusados de envolvimento no assassinato do então prefeito Rielson Santos Lima, ocorrido em julho de 2014. No banco dos réus, o ex-vice-prefeito Rogério Andrade de Oliveira, apontado como mandante, e Jaimilton Neves Lopes, acusado de ser o executor dos disparos.
O crime que parou a região
Rielson Lima tinha 51 anos quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta enquanto bebia com um primo em um bar no centro da cidade. Foram quatro tiros que atingiram órgãos vitais. O gestor chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Regional de Eunápolis, mas não resistiu aos ferimentos após horas de cirurgia. O crime, com características de execução, chocou a população e gerou uma década de mobilizações por justiça.
As teses em confronto
O Ministério Público da Bahia sustenta que o crime teve motivação política e financeira. Segundo a acusação, Rogério Andrade, que assumiu a prefeitura após a morte do titular, teria planejado o atentado devido a dívidas de campanha e ao fato de Rielson ter se recusado a utilizar verbas públicas para quitar débitos pessoais do então vice.
A defesa dos réus, por sua vez, busca desqualificar as provas colhidas durante a fase de instrução, alegando falta de evidências diretas que liguem Rogério ao planejamento do homicídio. Jaimilton Neves, que passou anos foragido e foi capturado em Brasília em 2020, também nega a autoria.
Expectativa de sentença
O julgamento pode se estender por mais de um dia, dada a complexidade do caso e o número de testemunhas arroladas. A cidade de Itagimirim vive um clima de vigília. Familiares da vítima e moradores locais acompanham a movimentação em frente ao fórum, muitos vestindo camisetas com o rosto de Rielson, reforçando o pedido de condenação que aguarda há quase 12 anos.


