A ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, voltou a ser motivo de apreensão para moradores e autoridades. Após um breve período de liberação, o tráfego para veículos pesados foi novamente suspenso por conta do surgimento de novas rachaduras na estrutura. A decisão, tomada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) após inspeções recentes, constatou o agravamento do estado da ponte.
A interdição afeta diretamente a rotina da região, forçando motoristas a utilizarem rotas alternativas, o que aumenta o tempo de viagem e os custos com combustível. A situação impacta principalmente o escoamento de produtos agrícolas e a logística de cargas, causando transtornos na cadeia produtiva local.
Investimentos e obras emergenciais
O DNIT informou que a medida é essencial para prevenir acidentes e garantir a segurança de todos. Enquanto novos estudos são realizados para avaliar a situação e definir um plano de reparo definitivo, os desvios estão devidamente sinalizados.
A ponte, que tem 186 metros de comprimento, estava interditada desde o início de maio. O tráfego de todos os veículos ficou suspenso até 6 de junho. Atualmente, apenas veículos leves, como carros de passeio, vans de passageiros, ambulâncias e viaturas policiais, estão autorizados a circular.
Em 24 de julho, o Governo Federal autorizou serviços emergenciais de reforço na ponte atual e deu início à construção de uma nova travessia ao lado da existente. O investimento será de aproximadamente R$ 104,7 milhões, com prazo de execução de um ano a partir da decretação de emergência. A assinatura do contrato contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, do diretor-geral do DNIT, Fabricio Galvão, e do superintendente regional do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara de Souza.
A nova ponte terá cerca de 510 metros de extensão e faixas duplicadas. A obra, que teve início em julho, tem investimento estimado em R$ 100 milhões e previsão de conclusão em até 12 meses.


