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NOTÍCIAS

Uniruy é acionada na Justiça por serviço de educação deficitário e inadequado

Ministério Público pede que instituição preste informações claras e precisas aos consumidores e proíba a redução da qualidade dos serviços educacionais.
11 de março de 2024
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O Ministério Público estadual, por meio da promotora de Justiça Joseane Suzart, ajuizou uma ação civil pública contra o Centro Universitário Ruy Barbosa (Uniruy) por prestação de serviço de educação deficitário e inadequado. A ação pede que a Justiça obrigue a Uniruy a prestar aos consumidores informações claras, corretas e precisas sobre os produtos e serviços de natureza educacional ofertado e disponibilizado pela instituição.

A ação foi motivada por uma reclamação feita por estudantes do curso de psicologia da Uniruy, denunciando irregularidades. Um inquérito civil conduzido pelo MP confirmou as denúncias e constatou que a instituição de ensino superior:

  • Fixava valores diferentes para os mesmos produtos e serviços;
  • Praticava aumentos elevados, injustificados e unilaterais das mensalidades;
  • Não informava corretamente os preços de créditos curriculares, nem a existência de equivalência de disciplinas de grades distintas;
  • Oferecia disciplinas de forma irregular e desorganizava o quadro de horários e matérias;
  • Descumpria o contrato com os alunos, caracterizando “afronta aos princípios da boa-fé objetiva e transparência”.

A promotora de Justiça Joseane Suzart ressaltou que a determinação sobre a vigência dos valores é legal e não pode ser descumprida, mesmo por força de contrato. “Essa determinação é legal e não pode ser descumprida nem mesmo por força de contrato, devendo qualquer cláusula nesse sentido ser considerada nula”, afirmou.

A investigação continua em andamento e espera – se que o Ministério Publico esclareça a situação para os alunos e para a sociedade o mais breve possível.

Por Thassyu Bobbio para a redação do +Bahia

Educação Mais Bahia Ministério Público Estadual Promotora Uniruy
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