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ECONOMIA

Lei que prevê salários iguais para homens e mulheres tem boa adesão das empresas, diz ministro do Trabalho

16 de julho de 2024
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Sancionada pelo presidente Lula, a Lei da Igualdade Salarial, que visa garantir salários iguais para mulheres e homens no exercício da mesma função, completou um ano neste mês. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a legislação está dando resultado, com uma grande adesão das empresas.

“A lei é para ajudar a resolver os problemas nas entranhas das empresas. Nós podemos dizer que estamos felizes com o primeiro ano da lei. Primeiro, porque houve uma grande adesão das empresas em atender o chamado e apresentar os seus relatórios. Se a própria empresa faz seu relatório, olha a sua vida e enxerga que tem problema, ela própria tem espaço e prazo para apresentar o seu plano de solução”, disse Marinho em evento na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, na segunda-feira (15).

Em março, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os resultados do Primeiro Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, que foi obtido por meio de informações que foram preenchidas pelas empresas no eSocial, o sistema federal de coleta de informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias. Por lei, as empresas devem apresentar relatórios constantes para que fiscais possam comparar os valores pagos a homens e mulheres.

Nesse primeiro relatório divulgado pelo governo, 49.587 empresas com 100 ou mais funcionários do Brasil preencheram as informações relativas ao ano de 2022. Desse total, conforme o ministro, 415 questionaram a lei na Justiça. “Ou seja, é residual esse questionamento. Muitos estão olhando, enxergando e pedindo aperfeiçoamento para lá e para cá, mas o diálogo resolve. Se os sindicatos, junto com as empresas, as entidades, as federações, as confederações, os trabalhadores, empresários e centrais sindicais se sentarem e colocarem [isso] na convenção coletiva, seguramente nós vamos acelerar a solução dos problemas e é isso que nós estamos estimulando”, acrescentou Marinho. Um segundo relatório deve ser publicado em setembro.

“O mais forte sobre a lei é que ela propõe uma mudança de cultura”, destacou a secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Maria Helena Guarezi. “Desde que ela foi aprovada e sancionada, nós vemos muitos avanços. Primeiro, porque a sociedade vem debatendo essa lei. E ela traz também, no seu bojo, a questão do relatório. Um relatório de transparência, que não olha só para a questão exclusiva da desigualdade entre os pares de mesma função, mas que olha para outras desigualdades. A gente percebe que tanto a sociedade civil quanto os sindicatos, as centrais sindicais e as próprias empresas estão empenhadas em buscar essa igualdade”, declarou.

Segundo Guarezi, a lei ainda é recente e precisa de aperfeiçoamentos. Mas um aspecto positivo é a grande adesão das empresas ao relatório. “Obviamente, esse processo impulsiona a sociedade a discutir a igualdade sob o parâmetro salarial, mas também sob outros parâmetros. E eu acho que é isso que essa lei da igualdade vem trazer: ela vem olhar também para todas as desigualdades para além da igualdade salarial”, prosseguiu.

Fonte: OSul

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