Na madrugada desta sexta-feira (19), um apagão cibernético afetou computadores em todo o mundo, incluindo o Brasil. Diversos setores foram impactados, como o aeroportuário, serviços bancários e de saúde. As principais companhias aéreas dos Estados Unidos cancelaram voos, e problemas técnicos foram relatados em aeroportos na Europa, Índia, Hong Kong e Singapura.
As informações iniciais apontam que o problema está relacionado a uma falha nos sistemas operacionais da CrowdStrike, uma empresa de segurança cibernética dos Estados Unidos. A CrowdStrike presta serviço para a Microsoft e possui mais de 20 mil assinantes em todo o mundo. A falha ocorreu no software amplamente utilizado conhecido como sensor “Falcon”, que atingiu a plataforma de computação em nuvem da Microsoft, o Azure. Essa plataforma é usada para armazenar informações e é contratada por diversas empresas. O Falcon serve para dar mais segurança aos sistemas, como o Azure, e ajuda a detectar possíveis invasões hacker. A falha fez com que o Microsoft Windows travasse e exibisse uma tela azul, afetando aplicativos como o Microsoft Teams, PowerBI e Fabric.
No Brasil, bancos e fintechs também enfrentaram problemas em seus aplicativos após o apagão cibernético. O Banco Bradesco, por exemplo, registrou reclamações de clientes sobre indisponibilidade do aplicativo. Além disso, outras instituições financeiras, como Banco Pan, Neon e Next, também apresentaram instabilidade em seus canais digitais. A Microsoft informou que o problema foi corrigido, mas ainda há impactos residuais afetando alguns aplicativos do Office 365.
Na publicação, Kurtz afirma que a empresa “está trabalhando ativamente com os clientes afetados por uma falha encontrada em uma atualização de conteúdo dos usuários do Windows”,
CrowdStrike is actively working with customers impacted by a defect found in a single content update for Windows hosts. Mac and Linux hosts are not impacted. This is not a security incident or cyberattack. The issue has been identified, isolated and a fix has been deployed. We…
— George Kurtz (@George_Kurtz) July 19, 2024
Redação do +Bahia

