Uma pesquisa recente da Ipsos-Ipec, braço de opinião pública da Ipsos no Brasil, acende um alerta sobre a percepção de segurança nas redes sociais. O estudo, realizado no início de abril com cerca de 2.000 pessoas em 131 municípios brasileiros, aponta que 55% dos brasileiros consideram as redes sociais um ambiente inseguro para adolescentes. A preocupação é ainda mais acentuada entre os mais jovens, com 32% deles classificando as plataformas como “muito inseguras”.
Cyberbullying: Uma Realidade Alarmante

Os dados revelam que o cyberbullying é uma preocupação constante. 82% dos entrevistados afirmam já ter ouvido falar sobre casos de bullying em redes sociais, grupos de WhatsApp ou outros ambientes online. O mais preocupante é que 24% relatam já ter sido vítimas de alguma situação de cyberbullying.
Entre as situações mais comuns de assédio online, a pesquisa destaca:
- Mentiras espalhadas: 15% dos relatos
- Mensagens ofensivas: 13% dos relatos
- Uso indevido do nome: 9% dos relatos
- Vazamento de informações pessoais: 7% dos relatos
- Fotos ou vídeos constrangedores: 4% dos relatos
Jovens são as Maiores Vítimas e os Mais Conscientes

A pesquisa mostra que os jovens de 16 a 24 anos são os mais afetados pelo cyberbullying, com 37% relatando ter sofrido alguma situação. A faixa etária de 25 a 34 anos vem em seguida, com 28%.
Apesar de serem as principais vítimas, são também os jovens que mais demonstram conhecimento sobre casos de bullying online. 87% dos jovens entre 16 e 24 anos declaram ter conhecimento desses casos, um número significativamente maior do que os 71% registrados entre as pessoas com 60 anos ou mais.
Ainda que considerem as redes sociais mais seguras em comparação com outros grupos, uma parcela considerável dos jovens de 16 a 24 anos — 56% — ainda as classifica como inseguras, e 28% como muito inseguras.
Os resultados da Ipsos-Ipec reforçam a necessidade de um debate aprofundado e de ações eficazes para tornar o ambiente digital mais seguro, especialmente para as novas gerações.

