DA REDAÇÃO | MAIS BAHIA
As areias e águas do sul da Bahia foram palco de intensas manifestações de fé nesta segunda-feira, 2 de fevereiro. Em uma série de homenagens à “Rainha do Mar”, comunidades de terreiros e devotos de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália realizaram cortesejos e entregas de oferendas, reforçando a vitalidade das tradições de matriz africana na região.
Porto Seguro: Do Quadrado de Trancoso à Arraial
Em Porto Seguro, a celebração reuniu mais de 20 terreiros de candomblé e umbanda. Um dos destaques foi o grupo vindo do Coqueiro Alto, que iniciou o dia com uma jornada espiritual em direção ao histórico Quadrado de Trancoso. O cortejo fez uma parada estratégica de 15 minutos na praça central para momentos de agradecimento e oração, chamando a atenção de moradores e turistas.
Após a breve vigília, os fiéis seguiram em procissão até a praia. Carregando balaios repletos de flores e presentes, o grupo celebrou a força ancestral e o respeito às gerações que mantêm viva a cultura local.
E em Arraial d’Ajuda, a festa sempre atrai muita gente, o cortejo segue a pé para a Igreja Nossa Sra. d’Ajuda, onde se faz momento de fé, partindo depois para a Praia dos Pescadores, ao som de canções Xirê, com instrumentos como atabaque, timbau, tambores e agogô.

Santa Cruz Cabrália: Tradição na Vila de Santo André
E ontem, domingo à poucos quilômetros dali, em Santa Cruz Cabrália, a Vila de Santo André celebrou a 15ª edição de sua festa dedicada a Iemanjá. A programação teve início ainda pela manhã, no centro da vila, onde foi erguido um altar ornamentado com tecidos e flores nas cores azul e branco, símbolos da orixá.
À tarde, a imagem de Iemanjá foi conduzida em procissão da Aldeia Tangerina até o Píer João de Tiba. O encerramento foi marcado por uma imponente procissão marítima: a imagem principal, colocada em um barco de pesca, foi acompanhada por diversas outras embarcações em direção ao mar aberto. Entre cânticos e o toque rítmico dos atabaques, as oferendas foram entregues às águas, selando o ciclo de devoção e renovação.
As festividades no sul baiano reiteram não apenas o fervor religioso, mas a importância da preservação cultural e da tolerância, unindo a comunidade em torno de um dos maiores símbolos da identidade baiana, a fé.
Imagens do dia 01/02/2026












