REDAÇÃO | MAIS BAHIA
A categoria dos jornalistas na Bahia vive um momento de forte mobilização com o avanço da Campanha Salarial 2026. Em assembleias realizadas nesta segunda-feira (30), profissionais de grandes grupos de comunicação, como a Tribuna da Bahia e o Grupo A TARDE, reforçaram a união em torno de pautas consideradas essenciais para a sobrevivência e dignidade da profissão no estado.
Sob o lema “A notícia vale. Quem produz, também”, o movimento reivindica não apenas um reajuste salarial que recomponha as perdas inflacionárias, mas também a inclusão de direitos básicos para os profissionais que atuam sob o regime de Pessoa Jurídica (PJ). A “pejotização” crescente no setor tem sido um dos principais gargalos, e os sindicatos buscam garantir que esses trabalhadores tenham acesso a benefícios e segurança jurídica equivalentes aos contratados via CLT.
A mobilização não se restringe apenas à capital. No interior e em regiões como o Extremo Sul, o clima é de vigilância. Os jornalistas argumentam que a qualidade da informação entregue à sociedade baiana depende diretamente das condições de trabalho de quem está na linha de frente, enfrentando escalas exaustivas e defasagem no poder de compra.
Novas rodadas de negociação com as empresas de comunicação estão previstas para os próximos dias. A categoria não descarta a intensificação das paralisações e atos públicos caso não haja uma proposta que atenda às necessidades urgentes de quem faz o jornalismo baiano acontecer diariamente.


