Se você planejou aquele bronzeado de cinema para este fim de janeiro, é melhor ajustar as expectativas. O fenômeno da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) transformou o verão baiano em um verdadeiro “abre e fecha” de guarda-chuva.
O Verão mais tímido dos últimos anos
Diferente dos anos de sol escaldante de ponta a ponta, 2026 está sendo marcado pelo que os meteorologistas apelidaram de “Verão Tímido”. A culpa é da ZCAS, um corredor de umidade que se instalou sobre a Bahia, criando aquele clima de instabilidade persistente.
Na capital, Salvador, o cenário é de mormaço e pancadas de chuva repentinas. O soteropolitano já sabe: saiu de casa com o protetor solar no rosto, mas a sombrinha tem que estar na mochila.

Costa do Descobrimento: Entre o Axé e a Garoa
O impacto é ainda mais visível no Extremo Sul, onde o turismo ferve nesta época do ano.
- Porto Seguro: A Passarela do Descobrimento e as barracas de praia de Taperapuan seguem cheias, mas o ritmo agora é ditado pelas nuvens. O calor de “rachar” aparece em intervalos, seguido por aquela chuva que os locais chamam de “mela-mela” — aquela umidade que não esfria, mas molha.
- Santa Cruz Cabrália: O mar continua convidativo, mas os passeios de escuna estão operando com atenção redobrada às previsões de curto prazo. A dica para quem está na Coroa Vermelha é aproveitar as primeiras horas da manhã, que têm registrado as maiores aberturas de sol.
- Eunápolis: No coração comercial da região, o clima abafado predomina. A instabilidade dificulta a vida de quem precisa circular pelo centro, com chuvas isoladas que pegam muita gente de surpresa no meio da tarde.

O que esperar para os próximos dias?
A previsão indica que a ZCAS deve começar a perder força gradualmente, mas a umidade vinda do oceano ainda manterá o céu nublado em boa parte do litoral.
Dica Mais Bahia: Não deixe a chuva estragar o seu roteiro! A Bahia com chuva continua sendo Bahia. O segredo é focar na gastronomia local e nos eventos culturais em áreas cobertas enquanto o “toró” não passa.


