O Brasil perdeu, neste sábado (30), um de seus maiores mestres da crônica. Luis Fernando Verissimo faleceu aos 88 anos, deixando um legado de mais de 70 livros publicados e milhões de exemplares vendidos.
Há quatro anos, o escritor gaúcho sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que afetou sua capacidade motora. Ele também lidava com problemas cardíacos e a doença de Parkinson. Recentemente, Verissimo foi hospitalizado em Porto Alegre, sua cidade natal, com um princípio de pneumonia.
Uma vida dedicada às palavras e à música
Nascido em 26 de setembro de 1936, Verissimo cresceu em um ambiente literário, sendo filho do também renomado escritor Erico Verissimo. Na juventude, morou nos Estados Unidos, onde descobriu uma paixão que o acompanharia pela vida: o saxofone. Ele se tornou um músico de jazz e chegou a integrar o grupo Jazz 6.
Sua carreira no jornalismo começou em 1966, como revisor no jornal Zero Hora. A partir de 1973, com o lançamento de seu primeiro livro, O Popular, que reunia textos publicados na imprensa, sua trajetória como escritor decolou. Suas crônicas, marcadas por um humor afiado e uma observação minuciosa do cotidiano, conquistaram o público. Em 1975, lançou o sucesso A Grande Mulher Nua, solidificando sua posição como um dos cronistas mais lidos do país.
Verissimo colaborou com alguns dos jornais mais importantes do Brasil, como O Estado de S. Paulo e O Globo. Ao longo de sua carreira, suas obras receberam importantes reconhecimentos. Em 2003, seu livro Clube dos Anjos foi eleito um dos 25 melhores do ano pela New York Public Library. Já em 2013, ganhou o Prêmio Jabuti, um dos mais prestigiados da literatura brasileira, pela coletânea de contos Diálogos Impossíveis.

