Dez anos após a sua primeira e polêmica participação, Ana Paula Renault escreveu um novo capítulo na história da televisão brasileira ao se sagrar campeã do Big Brother Brasil 26. Na noite desta terça-feira (21), a jornalista mineira recebeu 75,94% dos votos, superando Milena Moreira (17,29%) e Juliano Floss (6,77%) em uma final que parou o país.
A vitória de Ana Paula não foi apenas simbólica, mas histórica em termos financeiros. Ela levou para casa o maior prêmio nominal e real da história do reality: R$ 5.708.712,17 (valor livre de impostos). Além da bolada, a campeã acumulou um apartamento avaliado em R$ 270 mil, um carro elétrico e outros prêmios em dinheiro conquistados ao longo de 100 dias de confinamento.
Uma trajetória de resiliência e embates
Se em 2016 o bordão “Olha ela!” marcou uma expulsão precoce, em 2026 o público viu uma “Fênix” mais madura, porém igualmente visceral. Ana Paula foi o centro gravitacional da edição. Desde o racha com o grupo de Babu Santana — que a apelidou de “burguesinha” — até o confronto direto com Solange Couto e a agressão sofrida por Sol Vega (que resultou na expulsão da carioca), a jornalista nunca fugiu do embate.
O momento mais crítico da sua jornada, no entanto, ocorreu fora dos muros da casa. Dois dias antes da grande final, Ana Paula recebeu a notícia do falecimento de seu pai, Gerardo Renault. Em um gesto raro, o apresentador Tadeu Schmidt quebrou o protocolo para confortá-la, compartilhando sua própria dor pela perda do irmão, Oscar Schmidt. Mesmo abalada, a sister decidiu permanecer na disputa, transformando o luto em uma força final que comoveu os espectadores.
O fenômeno nas redes e o discurso de Tadeu
A consagração nas urnas refletiu o desempenho digital: Ana Paula saltou de 2,3 milhões para 8 milhões de seguidores no Instagram durante o programa. Sua autenticidade foi celebrada até internacionalmente, quando um vídeo seu dançando ao som de World, Hold On foi notado pelo DJ francês Bob Sinclair.
No discurso de vitória, Tadeu Schmidt destacou a complexidade da participante, definindo-a como “um escândalo, a beleza e o caos”. Segundo o apresentador, a mineira “gabaritou o BBB” ao entregar entretenimento, estratégia e, acima de tudo, humanidade. Dez anos depois, o Brasil finalmente deu a Ana Paula Renault o título que o destino havia adiado.


