REDAÇÃO | MAIS BAHIA |
A conta de energia do brasileiro continuará pesando mais no bolso ao longo de julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela, o que significa que o bolso do consumidor terá o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Esta é a terceira manutenção consecutiva da taxa extra, que entrou em vigor em maio após um início de ano com bandeira verde. O cenário reflete a chegada do período seco no país. Com a falta de chuvas, o nível dos reservatórios das principais hidrelétricas sofre uma redução expressiva, forçando o setor elétrico a acionar as usinas termelétricas, que geram uma energia bem mais cara por dependerem da queima de combustíveis.
O impacto da energia elétrica vai além da fatura individual, sendo um dos principais componentes da inflação oficial no país. Dados recentes do IBGE mostram que o setor de energia teve um peso considerável na aceleração dos índices de preços no último mês, subindo mais de 2%.
Diante desse panorama de estiagem, o órgão regulador reforça o alerta para a necessidade de uso consciente. Pequenas mudanças na rotina doméstica, como reduzir o tempo no chuveiro elétrico, retirar aparelhos do modo stand-by e otimizar o uso do ar-condicionado, tornam-se essenciais para aliviar o orçamento familiar até o retorno do período de cheias.


