REDAÇÃO | MAIS BAHIA |
O sanfoneiro e compositor Oswaldo de Almeida e Silva, conhecido nacionalmente como Oswaldinho do Acordeon, morreu neste domingo (25), aos 72 anos. A informação sobre a partida do instrumentista foi confirmada pela família através de suas redes sociais na manhã desta segunda-feira (26). O artista, que enfrentava problemas de saúde, deixa uma marca indelével na música brasileira ao unir a tradição do forró pé de serra à sofisticação do jazz, do blues e da música erudita.
SAIBA MAIS: Canal Oficial de Oswaldinho do Acordeon
Nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1954, o músico teve o primeiro contato com o instrumento ainda na infância por influência do pai, o também sanfoneiro Pedro Sertanejo, um dos pioneiros na difusão dos ritmos nordestinos no Sudeste do país. A vivência no ambiente dos bailes e estúdios paulistanos permitiu que desenvolvesse uma técnica refinada desde cedo. A trajetória de Oswaldinho do Acordeon tornou-se referência nacional no manuseio do instrumento e na formação de novos arranjadores.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, o artista transitou por diversos gêneros com virtuosismo técnico. Ele estudou cravo e música erudita na Itália, bagagem que aplicou na reinterpretação de clássicos brasileiros e internacionais. Entre os trabalhos de grande repercussão em sua discografia destacam-se os álbuns “Asa Branca in Blues” (2007) e “Krakatoa” (2016), obras que evidenciaram sua capacidade de fundir a sanfona a arranjos modernos e à linguagem do blues.

Além da obra solo, a contribuição de Oswaldinho do Acordeon como arranjador e parceiro de grandes nomes da Música Popular Brasileira (MPB) inclui parcerias históricas com Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Sua trajetória consolidou o acordeon não apenas como um instrumento folclórico, mas como elemento central de experimentação e virtuosismo na música instrumental. Detalhes sobre o velório e o sepultamento do artista devem ser comunicados pela família ao longo do dia.
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