A tradicional Lavagem do Bonfim tomou as ruas de Salvador nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, reafirmando-se como um dos maiores símbolos do sincretismo religioso e da cultura baiana. Milhares de fiéis, baianos e turistas vestiram-se de branco para acompanhar o cortejo de cerca de 8 km entre a Igreja da Conceição da Praia e a Colina Sagrada.
Abaixo, os principais destaques e informações sobre a celebração deste ano:
Fé e Tradição nas Ruas
O evento teve início logo cedo, com a concentração na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio. O tema de 2026, “O exercício do Ministério Público de Jesus, o Amado Senhor do Bonfim”, guiou as preces e reflexões dos devotos. O ponto alto, como manda a tradição, foi o momento em que as baianas, com seus trajes típicos e vasos de água de cheiro, realizaram a lavagem simbólica do adro da Basílica do Senhor do Bonfim.
Retorno Histórico do Olodum
Um dos momentos mais emocionantes da edição de 2026 foi o retorno do bloco afro Olodum ao cortejo oficial após 25 anos. O grupo participou com 120 percussionistas e 70 dançarinos, trazendo a energia do samba-reggae para a caminhada e celebrando a identidade cultural do estado.

Religiosidade e Esporte
Além daqueles que seguem o percurso caminhando, a Lavagem do Bonfim de 2026 destacou formas alternativas de devoção:
- Remada do Bonfim: Devotos saíram da Praia da Preguiça em canoas e pranchas, unindo a fé ao esporte.
- Corrida Sagrada: Atletas e fiéis percorreram o trajeto correndo, mantendo uma tradição que ganha cada vez mais adeptos.
Dicas para os Devotos
Devido ao forte calor do verão baiano, o “guia de sobrevivência” da festa incluiu:
- Uso de roupas leves e brancas (em homenagem a Oxalá e ao Senhor do Bonfim).
- Hidratação constante com água mineral.
- Uso generoso de protetor solar.
- Apoio do Corpo de Bombeiros, que utilizou carros-pipa para refrescar a multidão durante o trajeto.
O Sagrado e o Profano
Após a parte religiosa, a festa continuou em diversos pontos da cidade com shows de artistas como Jau, Timbalada, Nattan e Alexandre Peixe, mostrando a característica mistura baiana entre a devoção e a celebração popular.


