Eunápolis amanhece sem ônibus nesta quinta-feira (22). Trabalhadores alegam atraso de três meses nos salários; empresa culpa falta de repasses da prefeitura.
Eunápolis, BA – O sistema de transporte público de Eunápolis está totalmente paralisado desde as primeiras horas desta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. Os rodoviários da Empresa Eunapolitana de Transportes decidiram cruzar os braços em protesto contra o atraso no pagamento de seus vencimentos, deixando milhares de passageiros, entre trabalhadores e estudantes, sem o serviço essencial.
Salários atrasados e crise financeira
Segundo nota emitida pela concessionária na noite de quarta-feira (21), a situação dos colaboradores chegou ao limite. Os funcionários estão há cerca de três meses sem receber seus salários, o que, de acordo com a direção da empresa, inviabiliza a continuidade das operações, pois compromete a subsistência básica dos trabalhadores.
A empresa justifica a crise apontando a ausência de repasses de recursos por parte da Prefeitura de Eunápolis. A falta desses valores teria afetado diretamente o fluxo de caixa, impossibilitando não apenas o pagamento da folha salarial, mas também a compra de combustível e a manutenção necessária da frota de ônibus.
Reincidência e transtornos
Esta paralisação marca um cenário recorrente no município. Somente no último ano da atual gestão municipal, esta já é a terceira vez que os rodoviários interrompem as atividades pelo mesmo motivo: atrasos salariais.
O impacto é sentido em toda a cidade. Sem os ônibus circulando, pontos de parada ficaram lotados no início da manhã, e muitos cidadãos precisaram recorrer a transportes alternativos ou realizar trajetos a pé para não perderem compromissos profissionais e escolares.
Situação atual
Até o momento, a paralisação segue por tempo indeterminado. Os trabalhadores afirmam que só retornarão ao serviço após a regularização dos pagamentos.
A Prefeitura de Eunápolis ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações de falta de repasse ou sobre medidas para solucionar o impasse e garantir o retorno do transporte público à população.

