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NOTÍCIAS

Preservando memórias, fortalecendo identidades: A Jornada audiovisual do Povo Pataxó

Por Fábio Del Porto especial para a NUPOMAR
6 de dezembro de 2024
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Oficina do projeto “Memórias do Povo Pataxó”. Educador audiovisual e ambiental, o cineasta Clementino Junior e jovens participantes.

Entrevista com o Professor Kaiones Braz dos Santos, educador indígena e diretor da “Escola Indígena Barra Velha” e com o cineasta e professor Clementino Junior participantes das oficinas “Memórias do Povo Pataxó

Nestas entrevistas, temos a oportunidade de conhecer de perto a experiência do Professor Kaiones Braz dos Santos, educador indígena e diretor da “Escola Indígena Barra Velha” que teve um papel fundamental para a aplicação da oficina do projeto “Memórias do Povo Pataxó”. E entrevistamos também o educador audiovisual e ambiental, o cineasta Clementino Junior, que é cineclubista há 16 anos à frente do CAN – Cineclube Atlântico Negro.

Segundo o antropólogo e produtor audiovisual Ramon Rafaello, que é coordenador do projeto, esta ação tem como objetivo contribuir com a interiorização e a popularização da produção audiovisual no extremo Sul da Bahia, especialmente nos territórios Pataxó.

Promovidas pelo Núcleo de Pesquisa Mídias e Arte (NUPOMAR) – Audiovisual e educomunicação comunitária no sul da Bahia, a atividade aconteceu no centro cultural da aldeia Barra Velha e foram e são de grande importância para o fomento do cinema indígena regional e a preservação da cultura material e imaterial do povo Pataxó. A oficina que foi realizada em parceria com a escola Indígena da Aldeia Barra Velha e teve como público-alvo estudantes e professores das escolas indígenas dos territórios Pataxó no extremo sul baiano.

O Professor Kaiones e o cineasta Clementino Junior, compartilham suas jornadas pessoais, as aprendizagens e os impactos desta experiência em suas vidas. Juntos, iremos explorar como este projeto vem contribuindo para a preservação e a valorização da cultura Pataxó, através do potente instrumento do audiovisual, tanto para quem ensina como para quem aprende.

Kaiones Braz dos Santos, um líder e educador indígena

Professor Kaiones Braz dos Santos, educador indígena e diretor da “Escola Indígena da Aldeia Barra Velha” / Arquivo Pessoal

De grande importância para a comunidade Pataxó, Kaiones mora na Aldeia Mãe Barra Velha, localizada na zona rural do município de Porto Seguro. Além de ser diretor da Escola Indígena da Aldeia Barra Velha, ele também atua como professor indígena na rede estadual de ensino da Bahia.

Nesta entrevista, teremos a oportunidade de conhecer mais sobre o trabalho do Prof. Kaiones, sua trajetória e sua experiência dentro deste projeto que entra em consonância com a sua luta pela educação e preservação da cultura de seu povo. Sua voz e experiência são fundamentais para entendermos a importância da educação e da representatividade indígena em nosso país.

Qual a importância do audiovisual para as escolas indígenas, especialmente no que diz respeito à preservação da memória e da cultura do povo Pataxó?

Professor Kaiones – E para falar sobre a importância do audiovisual nas escolas indígenas, a gente começa logo por essa amplitude que o audiovisual hoje pode trazer de benefício de documentação para as escolas indígenas. Hoje, por exemplo, o audiovisual tem uma importância muito grande para a gente pela questão do registro. Do registro da memória dos nossos antepassados, dos nossos anciãos e das nossas lideranças. O audiovisual, nos permite registrar isso, registrar de forma que fique na memória das nossas futuras gerações

E então assim, a importância do audiovisual nos possibilita guardar as nossas memórias, histórias, costumes e tradições para as futuras gerações da nossa etnia do Povo Pataxó.

Qual a importância do audiovisual na abordagem didático-pedagógica das escolas indígenas, especialmente no registro de práticas culturais e rituais sagrados, por exemplo?

Professor Kaiones – Vejo que o audiovisual tem uma grande importância na questão didático- pedagógica. Porque hoje, com audiovisual a gente consegue também fazer esse registro das práticas pedagógicas, que a escola desenvolve, como, por exemplo, o Ritual da Lua Cheia que é o “Dawê Maiõ îxê” que acontece a cada mês no dia de lua cheia; e aí a gente tem esse recurso do audiovisual para fazer o registro desse ritual que é um ritual Sagrado do nosso povo.

Como a avaliação das atividades realizadas pelo projeto “Memórias do Povo Pataxó” tem impactado a valorização e o protagonismo dos jovens indígenas na preservação de sua cultura e memória?

Professor Kaiones – E então quando a gente fala sobre avaliação das atividades desenvolvidas pelo projeto Memórias do Povo Pataxó, que a nossa escola fez parte, observamos que a avaliação é ótima. Até mesmo, como já citei, em relação ao registro destes conhecimentos, dessas práticas pedagógicas, o registro dessa memória que hoje a gente pode obter através do áudio e vídeo, da fotografia. Então, isso tem desenvolvido para gente várias oportunidades para se colocar o jovem como principal ferramenta de valorização de sua própria cultura.

Vejo que essa avaliação é ótima, porque o jovem começa a fazer parte do registro da sua história.

Como a comunidade Pataxó tem reforçado o protagonismo no registro e preservação de sua própria cultura, em contraposição à abordagem tradicional de pesquisadores externos?

Professor Kaiones – Antigamente nós tínhamos ali os antropólogos, os historiadores que vinham até a aldeia fazer esse registro na escrita. Mas hoje sabemos que a gente não precisa registrar a nossa cultura através dessas pessoas porque já há pessoas dentro da comunidade que são capacitadas e já fazem esse trabalho.

Como o uso do audiovisual tem impactado sua trajetória profissional e pessoal, ao observar o registro e a valorização da cultura e da memória do povo Pataxó?

Professor Kaiones – A minha experiência de vida é o seguinte, o áudio visual ele traz essa oportunidade da gente registrar nossa cultura, as memórias os costumes as tradições, serve também para a gente registrar as práticas pedagógicas da educação da escolar indígena na comunidade. Então é a ferramenta essencial hoje na vida profissional, na minha vida profissional e na minha vida, também de pesquisador e o audiovisual, por exemplo, me proporcionou a oportunidade de fazer um trabalho com o Museu do índio no Rio de Janeiro, para que montasse um acervo cultural sobre o Povo Pataxó no museu do índio. E então eu participei dessa pesquisa, nesse momento histórico para gente, o audiovisual dá oportunidade da gente conhecer a realidade do nosso povo, conhecer a história do nosso povo através das lentes.

Clementino Junior – Cinesta e educador

Cineasta Clementino Junior, que é cineclubista há 16 anos à frente do CAN – Cineclube Atlântico Negro. / Arquivo pessoal

Cineclubista há 16 anos à frente do *CAN – Cineclube Atlântico Negro.

*O CAN – Cineclube Atlântico Negro é uma atividade audiovisual fundada e mantida desde 2008 por Clementino Junior.  Seu objetivo é exibir mensalmente “filmes da diáspora africana no mundo”, também conhecido como “ cinema negro ” . Além das exibições, o CAN oferece oficinas audiovisuais que têm permitido o lançamento de novos cineastas negros, alguns já premiados em festivais de cinema.

O Cineclube já lançou 19 obras, 17 curtas e 2 longas, dos seus 32 filmes lançados (os demais com outras assinaturas que não são do cineclube) são, de Clementino Junior, além de quase uma dezena de curtas-metragens de participantes das oficinas oferecidas.

A participação do cineasta Clementino Junior foi essencial. Através de oficinas de capacitação, ele ensinou aos jovens, professores e integrantes da etinia Pataxó técnicas de produção de vídeo, fotografia e cinema. Mais do que simples aulas, essa experiência proporcionou uma verdadeira reinvenção pessoal para esses e para ele, que pôde encontrar novos caminhos de expressão e afirmação de sua identidade cultural.

Clementino traz consigo uma trajetória marcante como ativista à frente do Cineclube Atlântico Negro (CAN). Sua vivência neste trabalho de cinema engajado ecoou fortemente nas ações desenvolvidas junto à comunidade Pataxó. Através das lentes, estes puderam registrar suas memórias, seus costumes, suas tradições e suas lutas, dando visibilidade a uma história que por muito tempo ficou silenciada.

Como se sentiu fazendo parte desse projeto e qual legado você leva para sua vida?

Clementino Junior – Minha ligação com o Extremo-sul da Bahia vem da cidade de Prado, onde frequentei bastante até 2010 enquanto minha família tinha uma casa lá. Mas até 2017, ano no qual vim à região como educador audiovisual na Aldeia Velha em Arraial d’Ajuda, pouco conhecia o contexto das lutas ambientais e da preservação das memórias do povo pataxó. A presente experiência na Aldeia Mãe Barra Velha foi mais intensa pois não apenas dei aula, me inseri dentro do possível no contexto local, ouvi bastante, me reinventei na prática, e fui muito bem acolhido pelos participantes da oficina audiovisual, o que me emocionou muito no último dia de aula.

O que você destaca de positivo nas oficinas em que ministrou?

Clementino Junior – Houve benefício para todos envolvidos, eu enquanto educador, e cada participante da oficina, que entenderam seus smartphones como câmera e aplicativos de edição não apenas como ferramenta de lazer e eventual crônica para redes sociais, mas como uma ferramenta narrativa que pode explorar outras linguagens, e assim, permitir um diversas possibilidades.

Quais os objetivos que você tinha em aplicar a oficina na comunidade?

Clementino Junior Minha meta principal em qualquer curso é despertar a colaboração e a solidariedade dentro de uma equipe criativa, onde cargos como “diretor”, “roteirista” e “fotógrafo” por exemplo não tenham um grau de importância maior ou menor que os demais integrantes, mas que todos compreendam que o resultado só sai se todos estiverem em harmonia e entregarem o seu melhor. 

E conseguindo isso, fica para a vida o resultado da experiência.

Ao seu ver, a partir da experiência que você teve, com a aplicação da oficina, o que a sociedade brasileira ainda falta aprender com os povos originários?

Clementino Junior – A sociedade brasileira, na qual me incluo mesmo sendo um homem preto, pouco ou nada sabe sobre as diversas nações e etnias resistentes ao genocídio de 5 séculos nesse país. O “encobrimento” do Brasil e das Américas é um projeto desumano onde, se lá atrás, o colonizador percebesse que tinha muito mais a trocar e aprender do que eliminar e impor, seríamos uma potência comunitária e sustentável exemplar para o mundo. Mas a história se (re)constrói para frente, pois o passado já se deu. E fortalecer as sementes que resistiram e plantar novas mudas para colher frutos não é uma missão, é uma obrigação de quem pretende estar por aqui por mais tempo e ter um mundo interessante para seus descendentes.

Concluindo

Este projeto de oficinas de cinema é uma iniciativa importante para a valorização do cinema indígena no extremo sul da Bahia. Através da produção de obras audiovisuais com cineastas Pataxó, o Núcleo de Pesquisa, Mídias e Arte (NUPOMAR) busca contribuir com a interiorização e a popularização da produção audiovisual nesta região, fortalecendo a cultura material e imaterial deste povo.

Ao fomentar o cinema indígena regional, este projeto se alinha aos objetivos da lei Paulo Gustavo, promovendo a diversidade cultural e a democratização do acesso aos bens e serviços culturais no estado da Bahia. Espera-se que as experiências e os conhecimentos compartilhados durante as oficinas possam inspirar novas narrativas e perspectivas, valorizando a voz e a representatividade dos cineastas Pataxó.

Com este trabalho, o NUPOMAR reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas que visem o desenvolvimento cultural e artístico das comunidades indígenas, contribuindo para a preservação e adifusão de suas ricas tradições.

A experiência do projeto “Memórias do Povo Pataxó” demonstra o poder transformador que o audiovisual pode ter quando instalado no serviço das comunidades tradicionais. Mais do que uma simples ferramenta de registro, o cinema e o vídeo tornam-se instrumentos de empoderamento, resgate da memória e afirmação da identidade desses povos.

O projeto é apoiado pela Superitendência de Cultura do Município de Porto Seguro (BA) através de edital de chamamento público da Lei Paulo Gustavo, via ministério de Cultura.

Mais Bahia Memórias do Povo Pataxó NUPOMAR Porto Seguro
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