A médica e ex-secretária de Saúde de Porto Seguro denunciou a precariedade da regulação estadual e a suspensão de cirurgias eletivas na unidade de saúde.
POR CAIO RIBEIRO JUNNIOR |
A saúde pública no Extremo Sul da Bahia volta a ser alvo de pesadas críticas e indignação. A médica Dra. Raissa Soares utilizou suas redes sociais para cobrar posicionamentos enérgicos do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) após a confirmação da morte de um bebê de apenas dois meses no Hospital Municipal Luís Eduardo Magalhães (HDLEM), em Porto Seguro.
A criança, segundo a denúncia, faleceu enquanto aguardava na fila da regulação por uma vaga em UTI pediátrica. O caso reacendeu o debate sobre a eficiência do sistema de transferência de pacientes na Bahia, frequentemente classificado por opositores e familiares de pacientes como “fila da morte”.
Caos no Hospital LEM Além da fatalidade envolvendo o recém-nascido, a Dra. Raissa Soares apontou que o Hospital Luís Eduardo Magalhães enfrenta uma crise operacional severa. Relatos indicam que pacientes estão com cirurgias suspensas e procedimentos represados devido à falta de insumos básicos e problemas na gestão da unidade, que é de responsabilidade do Governo do Estado.
“É inadmissível que crianças morram à espera de um leito e que cidadãos fiquem sem assistência cirúrgica por falta de gestão e investimentos,” declarou a médica, enfatizando que a população da região se sente abandonada pelo governo estadual.
Cobrança por providências A denúncia mira diretamente a secretária Roberta Santana e o governador Jerônimo Rodrigues. Raissa exige que o Estado assuma a responsabilidade pela manutenção do hospital e pela agilidade nos processos de regulação, que têm sido o gargalo da saúde pública no interior baiano.
Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) não havia emitido uma nota oficial específica sobre o óbito do bebê ou sobre o cronograma de normalização das cirurgias no HDLEM.


