REDAÇÃO | MAIS BAHIA | ANA BANDARRA |
Na noite de 22 de setembro de 2026, às 19h, o Coral Municipal de Porto Seguro voltou ao palco do Centro de Cultura para a reapresentação do recital Aquele Abraço, dedicado à obra de Gilberto Gil.
Recebemos o público, literalmente, com aquele abraço. Mais do que o nome do espetáculo, a expressão traduziu o sentimento de acolhimento e a alegria de compartilhar novamente um repertório que faz parte da história da música brasileira.
A abertura do espetáculo ficou a cargo do mestre de cerimônias Edvaldo Arianno que, como sempre, conduziu o público com elegância, sensibilidade e desenvoltura, dando o tom acolhedor da noite e preparando a plateia para a experiência artística que se seguiria.


O coral foi recepcionado por seu diretor, Carleone Filho, que deu as boas-vindas ao público e destacou a importância da cultura e da música como instrumentos de encontro e pertencimento. Na sequência, a musicalidade da regente Natalice Lima ao piano, acompanhada por Raul Vilas Boas no cajón e pelo músico Rodrigo no contrabaixo, criou a atmosfera ideal para o início da apresentação.
Sob a regência de Natalice Lima, os naipes de sopranos, contraltos, tenores e baixos deram voz a canções marcadas pela poesia, pela sensibilidade e pela riqueza musical de Gilberto Gil. Cada interpretação trouxe ao palco memórias, emoções e reflexões que dialogaram com o público presente.
Um dos diferenciais do recital foi a presença de textos autorais que dialogaram com as canções apresentadas. Escritos por Ana Bandarra, Daniela Soares e Cristiano Raykil, esses textos antecederam músicas como Tempo Rei, Cálice e Refazenda, estabelecendo uma ponte entre literatura e música e ampliando a experiência sensível proporcionada ao público.
Entre os momentos especiais da noite, destacou-se o dueto da canção Drão, interpretado pelos coralistas Jéssica Campos e Cristiano Raykil. Outro instante de grande sensibilidade aconteceu quando Natalice Lima, ao piano, interpretou Se Eu Quiser Falar com Deus, conduzindo o público a esse diálogo íntimo e reflexivo proposto pela canção, em um momento de profunda contemplação.
Também marcou a noite a interpretação de Refazenda pelo coralista Miguel, que, com talento e sensibilidade, trouxe ao palco toda a beleza e a leveza da composição, conduzindo inclusive o coral a alguns momentos de dança e descontração, em perfeita sintonia com a atmosfera alegre e envolvente da canção.
A reapresentação de Aquele Abraço reafirmou a força do canto coletivo e a importância da arte como espaço de encontro, pertencimento e partilha. Entre vozes, acordes, palavras e emoções, o Coral Municipal de Porto Seguro celebrou mais uma vez a música brasileira e sua capacidade de aproximar pessoas.


