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Início » Bolsonarismo – A Guerra Civil
COLUNAS POLÍTICA

Bolsonarismo – A Guerra Civil

Por Rod Pereira
17 de janeiro de 2026
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Todo movimento político que nasce do grito inevitavelmente morre no eco. E o bolsonarismo chegou exatamente nesse estágio constrangedor: virou um coral desafinado brigando pelo microfone que antes pertencia a um único solista.

Sem o líder no centro do palco, o espetáculo virou tragicomédia. É como assistir a um velório onde os herdeiros discutem a divisão dos móveis antes mesmo do enterro. Só que, no caso, o morto ainda respira politicamente. Apenas já não manda.

Durante anos venderam a ideia de um exército unido, disciplinado, patriótico, moralista e blindado contra traições. Bastou o comandante sair de cena para os soldados virarem fofoqueiros armados de celular, lives e ressentimento.

Agora é um festival de vaidades. Michelle ensaia pose de viúva política com aura de sucessora natural, como se tivesse herdado não apenas o sobrenome, mas o direito de comandar os órfãos emocionais. Eduardo, refugiado estratégico nos Estados Unidos, virou uma espécie de patriota de exportação: pediu sanções contra a própria pátria mãe como quem bate na porta do vizinho pedindo que castigue a família. A ironia é devastadora. Enquanto tenta vestir o país de verde e amarelo à distância, suas atitudes acabam tingindo tudo de vermelho e branco, justamente as cores que juravam que jamais dominariam a nação. Resultado prático: cada movimento desastrado contribui para inflar ainda mais a popularidade do Lula Molusco.

Flávio surge como pré candidato presidencial tentando posar de herdeiro legítimo, mas já começa brigando dentro do próprio testamento político. Troca farpas públicas com Michelle como quem disputa a cabeceira do velório. Alcançou o patamar do pai em ruído, mas não convenceu ninguém além do próprio partido. Sua candidatura tem mais cheiro de entrega do que de vitória.

E Carluxo, numa jogada quase kamikaze, resolve disputar o Senado em Santa Catarina atropelando alianças locais e ameaçando jogar no lixo acordos históricos. Coloca o governador contra Esperidião Amin e Carol de Toni como se a política fosse um tabuleiro familiar. Se essa aliança for rompida para privilegiá lo, ficará escancarado que o bolsonarismo trata compromisso exatamente como sempre acusou o PT de tratar: algo descartável depois do uso.

O bolsonarismo virou uma seita sem guru presente. E seita sem guru entra em surto.

O que antes era guerra contra o sistema virou guerra por curtida. Patriotas brigando por engajamento. Conservadores se cancelando. Moralistas trocando farpas públicas como adolescentes em término mal resolvido.

É curioso observar como um movimento que se vendia como guardião da ordem agora protagoniza um barraco permanente. A direita que dizia salvar a família brasileira não consegue nem manter a própria mesa sem arremessar pratos.

Tudo isso acontece porque o bolsonarismo nunca foi ideologia sólida. Foi devoção. E devoção sem presença vira disputa por relíquia.

Hoje não lutam por projeto de país. Lutam pelo direito de serem reconhecidos como “o verdadeiro bolsonarismo”, como se disputassem um selo de autenticidade.

Viraram uma franquia quebrada brigando pelo uso da marca.

Enquanto isso, o público assiste ao espetáculo patético: patriotas se engalfinhando, conservadores em crise de identidade, líderes disputando quem herdará um trono que já não sustenta peso político algum.

Movimentos baseados no personalismo extremo não criam sucessão. Criam órfãos histéricos. O bolsonarismo não está sendo atacado. Está se autodestruindo com eficiência admirável. Não sabem ser oposição e, resolveram praticar canibalismo político. E fazem isso aos gritos, como sempre. Só que agora o eco vem de dentro.

Quem agradece é o Presidente que não faz nada.

Brasil Rod Pereira
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