A Netflix está prestes a fazer uma proposta bilionária para transmitir partidas da UEFA Champions League a partir da temporada 2027-2028, como parte de uma ampla reformulação nas negociações dos direitos de transmissão do torneio.
O modelo antigo, que negociava direitos país por país ou por blocos regionais menores, está sendo revisto pela UEFA e pela Associação Europeia de Clubes (EFC) com o objetivo de tornar o processo mais atraente para plataformas de streaming globais.
Entre as principais novidades previstas está a criação da chamada opção “global first pick”, que permitiria que uma única empresa de mídia ou streaming selecionasse, por rodada, uma partida com exclusividade mundial. Essa medida favorece empresas com alcance internacional, como Netflix, Disney+ e Amazon, todas no páreo.
A reestruturação também inclui a venda simultânea dos direitos de transmissão nos cinco maiores mercados europeus — Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha — numa espécie de “bloco europeu” que poderá ser adquirido de forma única por uma plataforma ou emissora com capacidade global.
Os contratos futuros provavelmente terão duração entre três e seis anos.
Em termos de valores, a estimativa é que a nova estrutura permita à UEFA gerar algo em torno de € 4,4 a € 5 bilhões por temporada com os direitos de transmissão, dependendo de como se desenrolarem as disputas e dos mercados envolvidos. Em reais, esse montante ficaria na casa de R$ 27 a R$ 31 bilhões, considerando as taxas de câmbio atuais.
No Brasil, atualmente, a transmissão da Champions é feita pela Warner Bros. Discovery, que divide os jogos entre HBO Max e TNT Sports, além do SBT em TV aberta.
A UEFA argumenta que o novo formato — com mais clubes, mais jogos e com maior apelo internacional — foi bem-sucedido em engajar audiências maiores, e as mudanças nos direitos de transmissão visam acompanhar essa evolução do torneio, aproveitando o crescimento global do streaming esportivo.
Essa transformação no modelo de comercialização marca um momento importante na história da Champions League, que até então vinha mantendo formatos mais tradicionais de negociação de direitos de mídia.


