Uma comunidade indígena em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, está acusando a equipe do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM) de negligência médica após a morte de Mateus Rosa, um jovem pataxó de 21 anos. O protesto ocorreu em frente à unidade de saúde na sexta-feira, dia 12 de julho.
Mateus faleceu em 26 de junho, após quase um mês de internação. Ele foi intubado, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. Segundo sua irmã, Ana Cristina Santana, Mateus estava fazendo tratamento de hemodiálise e, devido a uma série de erros médicos, seu estado de saúde piorou significativamente. A família alega negligência no tratamento e busca respostas sobre o ocorrido.

Além disso, Ana Cristina destaca que a família enfrentou dificuldades burocráticas para acessar os documentos referentes à internação. Somente na sexta-feira, eles obtiveram o prontuário e o repassaram a um médico da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) para avaliação. Lideranças pataxó conseguiram ser ouvidas pelo diretor do hospital durante o protesto, e outros casos de indígenas que teriam morrido devido a negligência médica também foram apresentados.
A assessoria de comunicação do Instituto de Gestão Hospitalar (IGH), que administra o hospital, informou que uma sindicância interna foi criada para apurar os fatos e tomar as medidas necessárias .
Redação do +Bahia

