Close Menu
  • Notícias
    • Agenda
    • Agro
    • Economia
    • Bahia
  • Politica
  • Polícia
  • Arcano
  • Pop
  • Conexão
  • Emprego & Estágio
  • NO RÁDIO
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram
Mais BahiaMais Bahia
CONTATO
  • Notícias
    • Agenda
    • Agro
    • Economia
    • Bahia
  • Politica
  • Polícia
  • Arcano
  • Pop
  • Conexão
  • Emprego & Estágio
  • NO RÁDIO
    Featured
    Recent

    Concurso UFBA abre vagas com salários de até R$ 5,2 mil

    21 de outubro de 2026

    Porto Seguro abre inscrições para editais da PNAB Ciclo 2 a partir de 20 de outubro

    20 de outubro de 2026

    Geopolítica e astrologia: o que esperar em novembro

    19 de outubro de 2026
Mais BahiaMais Bahia
Início » Faria Lima, o novo puxadinho do PCC
COLUNAS

Faria Lima, o novo puxadinho do PCC

Por Rod Pereira
30 de agosto de 2025
Facebook Twitter Telegram WhatsApp Copy Link
No coração financeiro de São Paulo, onde a ambição e o humor sombrio se misturam. Entre charutos e pilhas de dinheiro, a Faria Lima nunca foi tão misteriosa." Imagem gerada po I.A.

Avenida símbolo da elite, vitrine de startups que juram reinventar o Brasil vendendo PowerPoint colorido. A passarela dos fundos bilionários, dos CEOs que falam em inglês para dizer o óbvio, dos consultores que vivem de planilha com gráfico azul e laranja. Pois bem: numa manhã de agosto, a Faria Lima acordou com sirenes, coletes e camburões. A Operação Carbono Oculto transformou o templo do PIB em cenário de filme americano com direito a helicóptero, agentes armados e coletiva de imprensa. Só faltou a trilha de Hollywood.

O enredo é clássico: vilões milionários, bilhões desviados e uma grande força-tarefa para tentar salvar o dia. Entre 2020 e 2024, postos adulterados movimentaram R$ 52 bilhões, com R$ 7,6 bilhões de impostos evaporando no ar. Enquanto o motorista comum penava no posto, o PCC abastecia sua própria máquina de lavar dinheiro com gasolina premium. E o crime estava tão confortável que nem disfarçava: circulava em fintechs, fundos e corretoras da avenida mais glamourosa do país como se fosse só mais uma startup que levantou rodada de investimento no café da manhã.

O detalhe é que o PCC não é mais o bandido do beco escuro. Tem CNPJ, fintech, escritório envidraçado e até pitch ensaiado para investidor-anjo. Aprendeu a falar “valuation” e “compliance” com a mesma facilidade com que já controlava o caixa de postos clandestinos. O crime não se infiltrou no mercado. O crime é o mercado. A Faria Lima, que adora posar de “coração que pulsa o Brasil moderno”, agora pulsa na mesma batida das facções. Um chama de “lavagem”, o outro chama de “operações estruturadas”. No final, ambos brindam no mesmo rooftop.

Enquanto isso, a Receita Federal caça o MEI que esqueceu de pagar R$ 50 de DAS. O padeiro, o cabeleireiro, o vendedor de marmita todos tratados como ameaça ao sistema. Já os engravatados de terno slim, sócios de facção, sonegaram bilhões e continuaram fazendo stories com taça de vinho. A equação brasileira é simples: quem deve pouco, paga caro. Quem deve muito, sai na capa da Forbes.

“Contrastes que contam histórias: um sorriso largo, uma maleta cheia de possibilidades e a paisagem vibrante da comunidade ao fundo. “a única coisa organizada no Brasil é a esculhambação”. Imagem gerada por I.A.

E para coroar a tragicomédia, a operação teve cara de blockbuster, mas entregou uma sessão da tarde. Foram 400 mandados, 1.400 agentes e bloqueios bilionários anunciados com pompa. Mas quando a PF chegou aos escritórios, encontrou cadeiras vazias, computadores já levados e pastas limpas. O Carbono Oculto, ironicamente, não estava exatamente oculto: já que o pessoal já tinha feito as malas antes da polícia estacionar o camburão.

Stanislaw Ponte Preta já dizia: “a única coisa organizada no Brasil é a esculhambação”. E ela continua firme, sem tornozeleira, sem limite de crédito e com capital aberto. Não está presa, está solta, elegante e disruptiva. O Brasil do jeitinho virou o Brasil do jeitão corporativo do crime. O PCC já não é lenda de presídio, é colega de coworking da Faria Lima.  O PCC deixou de ser lenda de presídio e virou colega de coworking da Faria Lima. O Brasil finalmente inovou: criou a startup do crime, com valuation bilionário, consultoria fiscal e happy hour no mesmo rooftop dos engravatados. E se preparem: a única coisa organizada está solta: A esculhambação e pronta para liderar o próximo “Brasil disruptivo”.

  • Rod Pereira
    Dramaturgo, estrategista de marketing, membro da Academia de Letras de Porto Seguro, cronista e provocador de ideias. “Meu texto é farpa e abraço, caos e poesia.Sempre com uma boa dose de ironia e humanidade”.

Bahia Faria Lima Mais Bahia Rod Pereira
Add A Comment

Leave A Reply Cancel Reply

Top Posts

Governo federal avisa que auxílio-gás será pago com atraso

12 de dezembro de 2024

Memória e justiça: A lenda da Cova da Moça vira livro e joga luz sobre o feminicídio em Porto Seguro

27 de maio de 2026

Linhas de frente contra o racismo: espetáculo O B(r)anco dos Réus volta aos palcos no Centro de Cultura de Porto Seguro

19 de agosto de 2026
Publicidade

O que acontece na Bahia em um só lugar!
Acesse, comente, compartilhe!

Facebook Instagram YouTube
Mais Lidas

Concurso UFBA abre vagas com salários de até R$ 5,2 mil

21 de outubro de 2026

Porto Seguro abre inscrições para editais da PNAB Ciclo 2 a partir de 20 de outubro

20 de outubro de 2026

Geopolítica e astrologia: o que esperar em novembro

19 de outubro de 2026
Categorias
AGENDA (318) AGRO (29) ARCANO SOLAR (95) COLUNAS (71) CONEXÃO (74) ECONOMIA (311) EMPREGO E ESTÁGIO (81) MAIS BAHIA NO AR (24) NOTÍCIAS (1247) POLÍCIA (775) POLÍTICA (589) POP (252) VARIEDADES (164) VÍDEO (15)
© +BAHIA 2024. Todos os Direitos Reservados

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.