REDAÇÃO | MAIS BAHIA |
A paralisação nacional dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), iniciada na segunda semana de setembro de 2026, alterou o fluxo logístico e a rotina de postagens em todo o país. O movimento teve início após as assembleias da categoria rejeitarem a proposta da estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026. A greve ocorre em meio a rodadas frustradas de mediação e aguarda a decisão do julgamento de dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), com forte impacto no fluxo de encomendas e correspondências no estado da Bahia.
A mobilização é liderada por federações como a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (FINDECT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT). O ponto de maior divergência entre a categoria e a gestão pública concentra-se na gestão e na cobertura do plano de saúde da empresa (CorreiosSaúde). Além disso, os trabalhadores exigem a recomposição salarial frente à inflação e protestam contra a reestruturação operacional da estatal, que prevê o fechamento de unidades descentralizadas e a redução de distritos postais.
Por outro lado, a direção dos Correios afirma que a proposta apresentada contemplava 78 das 80 cláusulas discutidas no acordo, prevendo o reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A estatal ressalta que ativou planos de contingência em todo o território nacional, incluindo a realocação de empregados de setores administrativos para as atividades operacionais e a realização de mutirões nos centros de triagem nos finais de semana. A empresa reforça que a rede de agências físicas segue com portas abertas e que o atendimento telefônico permanece ativo para orientação do público.
Na Bahia, a paralisação gera reflexos diretos no comércio local, no envio de documentos institucionais e na operação de micro e pequenos empreendedores que dependem do serviço postal básico para o envio de mercadorias. Por se tratar de um serviço público essencial, o TST determinou a manutenção de ao menos 80% do efetivo em atividade diária. Contudo, usuários relatam atrasos substanciais na entrega de encomendas e instabilidade na atualização do sistema de rastreamento digital. A definição sobre a continuidade do movimento e as exigências da categoria depende do desfecho do julgamento no tribunal.

Posição das entidades sindicais (FINDECT e FENTECT)
Em nota oficial, a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (FINDECT) declarou que a decisão da greve ocorreu após esgotadas as tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST):
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores.”
A entidade reforça que a greve segue por tempo indeterminado e orienta os sindicatos filiados a manterem a mobilização. O foco central da manifestação é a recusa a alterações no benefício de saúde (CorreiosSaúde) e a perda de cláusulas históricas.
Posição da instituição (Correios)
A direção da estatal comunicou que apresentou uma proposta contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, incluindo reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios. Sobre a operação durante a paralisação, informou:
“A rede de agências permanece aberta ao público. Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.”
Atendimento e funcionamento das entregas
- Operação parcial: O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de ao menos 80% do efetivo em atividade por se tratar de serviço essencial.
- Atendimento presencial: As agências seguem abertas para postagens e retiradas na maior parte do país, mas com capacidade reduzida.
- Atrasos no fluxo: Encomendas e correspondências enfrentam lentidão nas entregas e interrupções na atualização do sistema de rastreamento.
Por enquanto, não há previsão oficial de término da paralisação. Atendimentos e dúvidas específicas podem ser consultados pelos canais digitais ou via central telefônica (4003-8210 / 0800-881-8210).

