Ação do Ministério Público e da SSP localizou restos mortais no povoado de Montinho; investigações apontam para vítimas do “tribunal do crime”.
O clima de tensão no Extremo Sul da Bahia ganhou um capítulo sombrio nesta quarta-feira (28). Uma operação de peso, unindo o Ministério Público da Bahia (MPBA) — através do Gaeco Sul — e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), resultou na descoberta de um cemitério clandestino em uma área de mata fechada no povoado de São João do Monte, mais conhecido como Montinho, em Itabela.
Até o momento, as equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) já removeram três ossadas humanas do local. No entanto, o cenário pode ser ainda pior: informações preliminares da inteligência policial indicam que até dez corpos podem estar enterrados na região, todos vítimas de execuções sumárias ordenadas por facções criminosas no que chamam de “tribunal do crime”.

Ofensiva contra o crime organizado
A descoberta de hoje é um desdobramento direto de uma ação iniciada no último dia 20 de janeiro. Naquela ocasião, as forças de segurança já haviam apertado o cerco contra grupos que disputam o controle do tráfico na região de Eunápolis e Itabela, apreendendo um verdadeiro arsenal:
- Armamentos de grosso calibre;
- Rádios comunicadores e celulares;
- Roupas camufladas e balaclavas (máscaras).
“Nosso objetivo é devolver o sossego para a comunidade de Itabela. Não vamos permitir que essas facções instalem um estado de terror. A polícia vai continuar na mata o tempo que for necessário para identificar cada vítima e desarmar esses grupos”, afirmou um dos oficiais responsáveis pela operação.

O que acontece agora?
As ossadas foram levadas para perícia, onde passarão por exames de DNA para identificação. A Polícia Civil e a Polícia Militar (através da Rondesp Extremo Sul e do 28º BPM) seguem em incursão na mata de Montinho em busca de novas covas e esconderijos de armas.
Para a população, fica o apelo: qualquer informação que ajude a localizar criminosos ou identificar áreas de risco pode ser passada de forma anônima pelo Disque Denúncia (181). O sigilo é absoluto.


