Close Menu
  • Notícias
    • Agenda
    • Agro
    • Economia
    • Bahia
  • Politica
  • Polícia
  • Arcano
  • Pop
  • Conexão
  • Emprego & Estágio
  • NO RÁDIO
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram
Mais BahiaMais Bahia
CONTATO
  • Notícias
    • Agenda
    • Agro
    • Economia
    • Bahia
  • Politica
  • Polícia
  • Arcano
  • Pop
  • Conexão
  • Emprego & Estágio
  • NO RÁDIO
    Featured
    Recent

    Força e resistência: Aysha Pink fratura o pé, mas supera dor e brilha na Parada LGBT+ de São Paulo

    7 de junho de 2026

    Editorial: A cerca do impasse – O custo da omissão estatal na Costa do Descobrimento

    7 de junho de 2026

    Juros e custos de produção elevam endividamento no agronegócio brasileiro

    6 de junho de 2026
Mais BahiaMais Bahia
Início » ‘Pacto de sangue’ entre meninos branco e negro em livro de Ziraldo levou prefeitura de MG a vetar a obra em escolas
NOTÍCIAS

‘Pacto de sangue’ entre meninos branco e negro em livro de Ziraldo levou prefeitura de MG a vetar a obra em escolas

No trecho reclamado pelos pais, crianças pegam uma faca para firmar parceria, mas acabam usando apenas tinta
20 de junho de 2024
Facebook Twitter Telegram WhatsApp Copy Link
Ilustração de 'O menino marrom', de Ziraldo — Foto: Reprodução

Uma passagem do livro “O menino marrom”, de Ziraldo, em que os dois protagonistas têm a ideia de fazer um pacto de sangue, fez com que a Secretaria de Educação de Conselheiro Lafaiete, na mesma Minas Gerais onde nasceu o ilustrador e autor infantil morto este ano, retirasse o livro das escolas da rede municipal. A decisão foi tomada após a reclamação de um grupo de pais.

O livro, um dos mais importantes da carreira de Ziraldo, é de 1986, e mostra a amizade de duas crianças, uma branca e outra preta. No trecho da história que incomodou os pais, os dois decidem fazer um pacto de sangue para selar a amizade e pegam uma faca. Depois, recuam e buscam um alfinete, para depois decidir usar apenas tinta vermelha, que não acham. Acabam selando a parceria com tinta azul.

Ilustração de "O menino Marrom" — Foto: Reprodução
Ilustração de “O menino Marrom” — Foto: Reprodução

— As crianças conversam entre si, veem coisas na internet e podem ter ideias muito ruins. O livro dá a oportunidade de que isso seja discutido com as crianças, que ela aprenda a avaliar as informações que recebe e aprenda que nem tudo que vê ou ouve deve ser repetido — analisa Érica Araújo Castro, professora que é moradora da cidade e especialista em Educação Básica pela UFMG.

Professores da rede contam que a oposição ao livro começou com um pai que gravou um vídeo reclamando da citada passagem, em conteúdo que rapidamente se espalhou por grupos de trocas de mensagem. A partir disso, um pastor local, filiado ao PL, publicou em suas redes que o livro “não diz nada sobre o racismo, induz as crianças a fazer pacto de sangue cortando o punho”.

Outro ponto que os pais reclamaram foi uma passagem em que o menino deseja que uma velhinha que o trata mal seja atropelada a caminho da missa.

— Acho importante dizer aos pais que seus filhos possuem sentimentos, inclusive ruins. Ciúme, inveja, raiva. A leitura da obra dá a oportunidade de entenderem e discutirem esses sentimentos — explica a professora Érica.

“O menino marrom” foi distribuído para crianças do 3º e 4º ano (com idades entre 8 e 10 anos), antes de ser recolhido pela prefeitura nesta quarta-feira. Em nota, a secretaria afirmou que a obra “é um recurso valioso na educação, pois promove discussões importantes sobre respeito às diferenças e igualdade”, mas, diante das “diversas manifestações e divergência de opiniões”, pediu a suspensão temporária dos trabalhos sobre o livro, para “melhor readequação da abordagem pedagógica, evitando assim interpretações equivocadas”.

Capa de "O menino marrom" — Foto: Reprodução
Capa de “O menino marrom” — Foto: Reprodução

A professora da rede municipal Aline Gama afirma que a secretaria tomou essa decisão para “defender a instituição educacional de toda polarização”:

— Algumas falas do livro não são pertinentes à faixa etária. Ninguém está julgando ou desmerecendo a obra, só sendo prudente para que, ao ler o texto e ver as ilustrações, duas crianças não se sintam estimuladas a fazer o tal pacto, mesmo que o livro mostre muito bem que não se deve fazer — pontua.

Já Érica Castro pondera que “O menino marrom” é um livro apropriado para crianças e tem “vocabulário extenso e enriquecedor, capaz de despertar até a curiosidade pela ciência”.

— “O menino marrom” ainda trata do tema racial de maneira delicada — acrescenta.

Mineiro de Caratinga, Ziraldo morreu em abril, aos 91 anos. Escritor, desenhista, chargista, caricaturista e jornalista, foi um dos fundadores, nos anos 1960, do jornal “O Pasquim”. Em 1980, lançou “O Menino Maluquinho”, um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro voltado para as crianças.

Fonte: O Globo

Bahia livro de Ziraldo Mais Bahia meninos branco e negro Minas Gerais Pacto de sangue prefeitura
Add A Comment

Leave A Reply Cancel Reply

Top Posts

Caraíva Cineclube participa da Mostra Mercosul Audiovisual: Confira a programação

5 de agosto de 2024

Festival Planeta Jovem agita Porto Seguro com participação de artistas locais

30 de julho de 2024

Graves problemas de gestão afetam hospital em Porto Seguro

20 de março de 2024
Publicidade

O que acontece na Bahia em um só lugar!
Acesse, comente, compartilhe!

Facebook Instagram YouTube
Mais Lidas

Força e resistência: Aysha Pink fratura o pé, mas supera dor e brilha na Parada LGBT+ de São Paulo

7 de junho de 2026

Editorial: A cerca do impasse – O custo da omissão estatal na Costa do Descobrimento

7 de junho de 2026

Juros e custos de produção elevam endividamento no agronegócio brasileiro

6 de junho de 2026
Categorias
AGENDA (290) AGRO (28) ARCANO SOLAR (80) COLUNAS (58) CONEXÃO (30) ECONOMIA (298) EMPREGO E ESTÁGIO (73) MAIS BAHIA NO AR (23) NOTÍCIAS (1195) POLÍCIA (767) POLÍTICA (568) POP (246) VARIEDADES (130) VÍDEO (15)
© +BAHIA 2024. Todos os Direitos Reservados

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.