Durante a abertura da 25ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou ações significativas para a renegociação das dívidas previdenciárias municipais. Em meio a debates sobre a desoneração da folha de pagamento, o presidente enfatizou a importância da manutenção da civilidade durante as eleições municipais de outubro.
O evento, também conhecido como “Marcha dos Prefeitos”, contou com a presença de figuras políticas notáveis, incluindo os presidentes da Câmara, Arthur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o encontro concluiu na quinta-feira (23) com o compromisso do governo de estabelecer novos prazos e condições mais favoráveis para o pagamento de dívidas e precatórios, visando aliviar as finanças públicas dos municípios.
Em 2023, Lula não pôde comparecer ao evento, sendo representado por Alckmin, devido a um adiamento de viagem à China por questões de saúde. Este ano, sua recepção foi mista, com vaias e aplausos, levando o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a defender o respeito às autoridades e a rejeitar manifestações de desaprovação.
Lula aproveitou a ocasião para solicitar aos presentes que preservassem a cordialidade e o respeito mútuo durante o período eleitoral, reforçando a necessidade de harmonia e compreensão no país.
Um tema central discutido antes da marcha foi a contribuição previdenciária dos pequenos municípios. Recentemente, um acordo foi anunciado pelo ministro Alexandre Padilha e pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para manter a alíquota reduzida de 8% até o final do ano, com um aumento gradual previsto a partir de 2025. O Congresso se prepara para votar um projeto de lei que formalizará esse acordo, uma mudança significativa em relação à taxa anterior de 20%, aplicável a municípios com até 156 mil habitantes.
Redação do +Bahia

