REDAÇÃO | MAIS BAHIA | POR FABIO DEL PORTO |
A presença de pulgas nos ambientes de convivência do Campus Sosígenes Costa, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro, motivou a emissão de uma orientação oficial para que a comunidade acadêmica suspenda a alimentação de cães e gatos nas dependências da instituição. A medida, formalizada por meio de comunicado do Setor de Saúde, Assistência Estudantil, Acessibilidade e Sustentabilidade da universidade no último dia 16 de outubro de 2026, gerou discussões e insatisfação entre estudantes que costumam cuidar dos animais comunitários que circulam pelo local.
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O documento, assinado pela nutricionista Thayane Gonçalves Lopes e pela enfermeira Tássila Priscila Brito da Silva, destaca que a decisão atende a uma recomendação da Unidade de Vigilância de Zoonoses da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal de Porto Seguro. De acordo com a administração do campus, relatos de estudantes e trabalhadores terceirizados — especialmente da equipe de limpeza do Pavilhão de Feiras — apontam para a proliferação exagerada de pulgas no local.

A justificativa técnica fundamenta-se no conceito de Saúde Única (One Health), promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que integra a saúde humana, animal e ambiental. O comunicado alerta para os riscos de transmissão de zoonoses como raiva, leishmaniose, toxoplasmose, esporotricose, bicho-geográfico, sarnas e verminoses, além de ressaltar que alimentos expostos atraem vetores como ratos e baratas. A orientação sugere que, sem a oferta de comida e abrigo facilitados, os animais tendem a se deslocar para outras regiões.
A restrição, no entanto, divide opiniões no campus. Parte dos alunos argumenta que a proibição do fornecimento de água e ração coloca os animais em situação de vulnerabilidade e maus-tratos, além de não resolver a raiz da superpopulação nem realizar o controle parasitário direto. Os estudantes cobram ações voltadas à castração, vacinação e feiras de adoção em parceria com órgãos públicos, em vez do simples afastamento pelo desabastecimento de comida.

Em resposta às críticas, a Coordenação do Campus informou no comunicado que as diretrizes visam garantir a segurança sanitária de estudantes, servidores e visitantes, e orientou que casos de animais doentes, feridos ou agressivos sejam comunicados para o devido encaminhamento aos órgãos municipais competentes.
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