REDAÇÃO | MAIS BAHIA |
SALVADOR — A capital baiana se transformou, nesta segunda-feira (25), no epicentro das discussões globais sobre sustentabilidade e transição ecológica. Com o apoio do Governo do Estado, Salvador abriu oficialmente os trabalhos do Global Policy Dialogue 2026, um encontro internacional de alto nível que reúne delegações, cientistas e lideranças políticas de mais de vinte países para debater os rumos da governança climática pós-COP30.
O evento projeta a Bahia como peça-chave na articulação internacional de políticas públicas ambientais, trazendo para o Nordeste brasileiro debates cruciais sobre o financiamento climático, a preservação de biomas e o papel das cidades na mitigação dos impactos do aquecimento global.
O Legado da COP30 em Pauta
Um dos eixos centrais do encontro é a consolidação e o desdobramento dos compromissos firmados durante a COP30. Representantes internacionais buscam em Salvador desenhar o plano de ação prático para os próximos anos, traduzindo as metas diplomáticas em políticas regionais aplicáveis.
A escolha da Bahia para sediar o diálogo não é por acaso. O estado tem liderado investimentos significativos em energias renováveis — consolidando-se como um dos maiores produtores de energia eólica e solar do país — e busca agora atrair fundos verdes internacionais para projetos de transição energética justa e conservação da caatinga e da mata atlântica.
Justiças Climática e Financiamento
Além das metas técnicas de redução de emissões, o Global Policy Dialogue 2026 foca intensamente na chamada “justiça climática”. Os painéis do primeiro dia destacaram a urgência de direcionar recursos financeiros globais para proteger as populações mais vulneráveis, que sofrem de forma desproporcional com os efeitos de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e grandes temporais.
O encontro em Salvador segue até amanhã, terça-feira (26), e deve resultar em uma carta de recomendações que servirá de diretriz para os painéis das Nações Unidas ao longo do segundo semestre.


