Macaulay Culkin, o eterno Kevin McCallister da franquia “Esqueceram de Mim”, afirmou recentemente que não despreza a ideia de revisitar o personagem — e até sugeriu como poderia ser uma nova versão da história.
Durante sua turnê “A Nostalgic Night with Macaulay Culkin”, focada na celebração dos 35 anos do filme original, ele revelou uma proposta interessante: na nova trama, Kevin seria um adulto — possivelmente viúvo ou divorciado — e pai de um menino. O enredo giraria em torno de uma reconexão familiar: ocupado demais com o trabalho, o pai negligencia o filho, que, sentindo-se esquecido, o trancaria fora de casa. E quem armaria as “ciladas” não seriam ladrões, mas o próprio filho — invertendo papéis com o clássico original. A casa deixaria de ser apenas cenário de comédia, funcionando como metáfora da relação pai-filho.
Culkin afirmou que toparia voltar a viver Kevin, desde que o roteiro fosse “perfeito”.
“Esqueceram de Mim” estreou em 1990 e logo se tornou clássico natalino mundial. A franquia já teve ao todo seis filmes, com diferentes protagonistas e formatos.
Por outro lado, nem todos no universo cinematográfico enxergam com bons olhos um retorno. Chris Columbus — diretor dos dois primeiros filmes originais — já afirmou que revisitar a franquia seria um “grande erro”. Para ele, a magia que existiu na época do lançamento está vinculada a um momento específico e não pode ser recriada de forma autêntica.
Ou seja: há um contraste entre quem vê potencial em revisitar Kevin com maturidade e quem acredita que algumas obras clássicas deveriam ser deixadas intactas.
- Nostalgia + maturidade: A ideia de Culkin aposta justamente na nostalgia — para quem cresceu vendo Kevin —, mas com uma abordagem adulta, realista e emocional: não ladrões, mas conflitos familiares.
- Risco criativo: A proposta mexe com a estrutura original da franquia. Alterar o protagonista — ou transformá-lo num adulto com dilemas modernos — pode atrair um público novo, mas também corre o risco de frustrar fãs fiéis.
Equilíbrio entre homenagem e inovação: Se for bem feita, a continuação pode reverenciar o filme de 1990 e oferecer algo novo para quem cresceu com a história e para quem vai descobrir agora. Se não, pode parecer apenas um “reboot desnecessário”.


