DA REDAÇÃO –
O som dos surdos e repiques já dita o ritmo na Costa do Descobrimento. O Carnaval Cultural de Porto Seguro iniciou sua fase de “aquecimento” com ensaios abertos e o desfile de blocos tradicionais, como o emblemático Brasil Chama África. Para este ano, a expectativa é que mais de 30 agremiações passem pelo centro e pelos distritos de Arraial d’Ajuda e Trancoso.
O resgate da identidade
Diferente dos grandes trios elétricos que dominam a Passarela da Cultura, os blocos de rua focam na identidade local. Ontem e hoje, o movimento em bairros como o Baianão e o Centro Histórico mostrou que o folião local busca o “carnaval de chão”. O bloco “Brasil Chama África”, por exemplo, reforça a ancestralidade e a resistência cultural, atraindo não apenas moradores, mas turistas que buscam uma experiência mais autêntica.
O desafio da logística: Onde o calo aperta
Embora o clima seja de festa, o papel da nossa redação é observar o que os sorrisos nas fotos não mostram. O aumento do número de blocos (este ano são 30 confirmadas) impõe desafios que a cidade ainda luta para resolver:
- Mobilidade Urbana: O fechamento de ruas centrais para os ensaios tem gerado retenções no trânsito, especialmente no acesso à balsa e na Orla Norte.
- Segurança e Ordenamento: Com blocos espalhados por distritos diferentes, a capacidade de resposta da Guarda Municipal e da Polícia Militar é testada ao limite.
- Saneamento e Limpeza: A “ressaca” dos ensaios deixa rastros. A eficiência da limpeza pública no pós-bloco é o que separa um evento cultural de um problema de saúde pública.


