O Dia dos Pais de 2025 na Bahia, apesar de ter impulsionado o comércio, revelou um cenário econômico mais contido do que o esperado. Com um faturamento estimado em R$ 3 bilhões, o crescimento foi de apenas 2% em relação ao ano anterior, um avanço tímido, principalmente se comparado ao salto de 10% registrado em 2024.
O principal motivo para essa desaceleração, segundo economistas, está diretamente ligado às altas taxas de juros. A taxa de 15% ao ano, definida pelo Banco Central, dificultou o acesso ao crédito e, consequentemente, impactou o poder de compra dos consumidores.
No entanto, o cenário não foi de total pessimismo. A economia baiana demonstrou sinais positivos, como o aumento do emprego formal. Cerca de 70 mil pessoas a mais com carteira assinada em relação ao ano anterior ajudaram a manter o consumo em movimento, mesmo com as adversidades. Esse aumento no número de trabalhadores formais ajudou a sustentar as vendas, impedindo um cenário de estagnação.
Em suma, a celebração do Dia dos Pais de 2025 mostrou uma economia baiana em crescimento, mas com um ritmo mais lento. A expectativa é que, com a estabilização das taxas de juros e o contínuo aumento do emprego, o comércio possa recuperar o fôlego e voltar a ter um crescimento mais expressivo nas próximas datas comemorativas.



