REDAÇÃO | MAIS BAHIA |
Os moradores de Porto Seguro enfrentam sérios transtornos no deslocamento desde as primeiras horas desta quarta-feira (24). A greve dos motoristas e rodoviários do transporte coletivo, iniciada nesta terça-feira (23), segue por tempo indeterminado e sem previsão de um desfecho, travando as principais linhas do município.
A categoria cruzou os braços em protesto por melhorias trabalhistas. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o reajuste salarial e a cobrança por condições dignas de trabalho, apontando a precariedade da estrutura atual enfrentada no dia a dia das rotas.
Baianão e Orla Norte sofrem os maiores impactos
O reflexo da paralisação é sentido com maior intensidade no Complexo do Baianão, a região mais populosa da cidade. Sem os ônibus circulares, os moradores precisaram recorrer em massa ao transporte alternativo, como mototáxis e lotações, para conseguir chegar aos postos de trabalho e cumprir compromissos.
Na Orla Norte e nos bairros adjacentes, o cenário também é de lentidão e incerteza. Passageiros relataram atrasos massivos e furos frequentes nos itinerários. Em alguns pontos da Orla, as poucas viagens que ligavam os bairros ao Centro só começaram a operar bem mais tarde do que o habitual no primeiro dia de movimento.
Negociações travadas
Até o momento, não há consenso para o fim do movimento grevista. A resolução do impasse depende de uma rodada de alinhamento entre o sindicato dos trabalhadores, a empresa concessionária responsável pelo transporte público local e a Prefeitura de Porto Seguro, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Ordem Pública (Semop).


