A Operação Counterfeit foi deflagrada pela PF com o objetivo de desarticular uma rede criminosa que vendia medicamentos falsificados para órgãos públicos. As investigações indicaram que uma empresa vencedora de uma licitação em 2022 para fornecer imunoglobulina ao Hospital Geral de Curitiba estava envolvida no fornecimento desses medicamentos falsificados. A imunoglobulina é um medicamento à base de plasma sanguíneo usado no tratamento de diversas doenças, incluindo a AIDS e outras imunodeficiências.
Após a apreensão dos produtos, a PF confirmou a falsificação completa dos remédios, desde as caixas falsamente identificadas até a sua composição, na qual se constatou a ausência de imunoglobulina, como deveria conter. Os remédios tinham origem na Bolívia. Os principais suspeitos do crime são dois estrangeiros, sendo um deles estudante de medicina. O grupo criminoso conseguiu vender aproximadamente R$ 11 milhões em medicamentos falsificados de imunoglobulina para órgãos públicos no estado do Paraná.
Neste momento, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além de sequestro de bens, em cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os envolvidos devem responder pelos crimes de associação criminosa, fraude à licitação e falsificação de medicamentos.
Redação do +Bahia

