A PEC das Praias é um tema que tem gerado intensos debates no Brasil. A proposta visa alterar a gestão dos chamados terrenos de marinha, que são faixas de terra próximas ao mar, atualmente sob domínio da União. A PEC propõe que esses terrenos sejam vendidos aos atuais ocupantes, o que poderia resultar na privatização dessas áreas.
Atualmente, os terrenos de marinha começam a 33 metros do ponto mais alto que a maré atinge e são uma herança do Brasil Colônia, estabelecida em 1831. Esses terrenos não incluem a praia ou o mar, mas sim uma faixa atrás da praia onde geralmente se encontram hotéis e bares. A União permite o uso dessas terras e a transmissão para herdeiros, desde que sejam pagos impostos específicos.
Com a aprovação da PEC, os lotes deixariam de ser compartilhados entre o governo e os ocupantes, passando a ter um único dono. Isso levanta preocupações sobre a soberania nacional e a proteção ambiental, já que as áreas litorâneas são consideradas essenciais para a defesa e o desenvolvimento econômico do país.
A discussão da PEC no Senado tem sido acompanhada de perto pela sociedade civil e por figuras públicas, gerando polêmica e discussões acaloradas nas redes sociais. O presidente do Senado indicou que a matéria não está entre as prioridades de votação no momento, o que sugere que ainda há tempo para um debate mais aprofundado sobre as implicações dessa proposta.
A PEC das Praias representa um ponto crítico na discussão sobre o acesso público às praias e a conservação das áreas costeiras brasileiras. É fundamental que a sociedade participe ativamente desse debate para garantir que qualquer mudança na legislação preserve os interesses públicos e ambientais.
Redação do +Bahia

