REDAÇÃO | MAIS BAHIA | POR FABIO DEL PORTO |
As mulheres baianas estão redesenhando o mapa econômico do estado. Atualmente, elas lideram 33% dos negócios locais, o que representa uma força de aproximadamente 700 mil empreendedoras à frente de micro, pequenas e médias empresas. Mais do que uma estatística de ocupação, o dado reflete uma mudança estrutural na busca por autonomia financeira e protagonismo administrativo no mercado de trabalho.
O avanço desse contingente feminino encontra suporte em uma rede de estímulo que vai além do crédito financeiro. Projetos estaduais e parcerias estratégicas têm focado diretamente na qualificação técnica e na gestão administrativa, os dois principais gargalos para a sustentabilidade de novos negócios. O objetivo dessas políticas públicas mudou de patamar: o foco já não é apenas tirar a empreendedora da informalidade, mas garantir que sua empresa cresça, gere empregos e conquiste novos mercados.
Especialistas em desenvolvimento regional apontam que o perfil da empreendedora baiana é marcado pela resiliência, mas o grande divisor de águas atual é o acesso à tecnologia e à capacitação gerencial. Quando uma mulher domina ferramentas de fluxo de caixa, marketing digital e planejamento estratégico, o índice de mortalidade da empresa despenca, consolidando a renda familiar e movimentando a economia dos municípios baianos.
A tendência é de expansão. Com o fortalecimento de incubadoras de negócios e programas de mentoria voltados exclusivamente para lideranças femininas, a expectativa é que a participação das mulheres na gestão corporativa e no comércio da Bahia alcance patamares ainda mais expressivos nos próximos anos, consolidando o estado como uma das principais referências em economia inclusiva no país.

Esses dados vêm direto da principal autoridade no assunto: o Sebrae Bahia e fazem parte do diagnóstico “Desafios e Oportunidades do Empreendedorismo Feminino na Bahia”, um levantamento robusto elaborado pela própria instituição para mapear as dores, o perfil e o crescimento das mulheres no mercado corporativo baiano.
Além disso, a Associação Comercial da Bahia (ACB) e a Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan) também endossam e utilizam esse levantamento para nortear ações de fomento e projetos de capacitação regional.


