DA REDAÇÃO | MAIS BAHIA /Agências
O mercado de trabalho brasileiro consolidou, no último trimestre de 2025, um movimento de recuperação que culminou nos melhores indicadores em mais de uma década. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego recuou para 5,1% no período entre outubro e dezembro, o nível mais baixo para um encerramento de ano desde o início da série histórica, em 2012.
Retrato do Ano: Queda Consistente
O fechamento do ano confirma a tendência de queda iniciada em 2024. A taxa média anual, que havia sido de 6,6% no ano anterior, despencou para 5,6% em 2025. Para se ter uma ideia do abismo superado, durante o auge da pandemia (2020-2021), o índice chegou a bater os 14%, com um exército de 14 milhões de desempregados. Hoje, esse número bruto recuou para 5,5 milhões no último trimestre.
O Recorde da População Ocupada
Mais do que a queda na desocupação, o país atingiu um marco histórico no volume de pessoas inseridas no mercado:
- 103 milhões de pessoas estão ocupadas no Brasil.
- O aumento foi de quase 2 milhões de trabalhadores em relação à média de 2024 (101,3 milhões).
- Comparado ao início da série, em 2012, o país ganhou quase 14 milhões de novos postos de trabalho.
Entre a Formalidade e o “Corre” Próprio
A estrutura do emprego no Brasil, contudo, revela nuances importantes. A taxa de informalidade apresentou uma melhora tímida, porém relevante, caindo de 39% para 38,1%.
Por outro lado, o trabalho por conta própria atingiu seu ápice histórico, somando 26,1 milhões de pessoas (alta de 2,4% em um ano). Esse dado divide analistas: enquanto sinaliza dinamismo econômico, também reflete a busca por alternativas de renda fora do regime CLT.
| Indicador | 2024 (Média) | 2025 (Média) | Evolução |
| Taxa de Desemprego | 6,6% | 5,6% | – 1,0 p.p. |
| População Ocupada | 101,3 mi | 103 mi | + 1,7% |
| Subutilizados | 18,7 mi | 16,6 mi | – 11,2% |
| Trabalho por Conta Própria | 25,5 mi* | 26,1 mi | + 2,4% |
Queda na Subutilização
Outro dado positivo destacado pelo IBGE foi o recuo de 10,8% na população subutilizada — que engloba quem está desempregado, quem trabalha menos do que gostaria ou quem desistiu de procurar emprego por falta de esperança (desalentados). O contingente caiu de 18,7 milhões para 16,6 milhões, indicando que a economia não apenas absorveu mão de obra, mas melhorou a utilização da força de trabalho disponível.


