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POLÍTICA

Comunicação em Transformação: Desafios do jogo eleitoral de Santa Cruz Cabrália em 2024

Por Fernanda Martins
9 de outubro de 2024
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As eleições municipais de 2024 em Santa Cruz Cabrália foram marcadas por campanhas intensas e estratégias de comunicação distintas. A constante atualização das tecnologias de comunicação impõe um desafio a cada novo pleito: é preciso se adaptar a elas e utilizá-las a favor do candidato. Quer um exemplo disso? O que era o reel do instagram lá em 2020? Nada. E nessas eleições foi ele que dominou..

As demandas da população também não ficam atrás. Um exemplo disso é a diminuição considerável na utilização de fogos de artifício. Algo que foi imposto pelas comunidades e seria inimaginável em eleições anteriores, o que demonstra que há um diálogo efetivo entre as aspirações da população e aquilo que é implementado pelas campanhas. Será que, em um futuro próximo, não seremos mais impactados pelo lixo espalhado pelas ruas durante as eleições?

A partir de uma comunicação que preza pela democracia, que valoriza práticas e abordagens que promovem a transparência e o diálogo aberto entre todos os cidadãos, vamos analisar as cinco campanhas juntos?

1. Girlei Lage (PDT), 40,85% dos votos

– Demonstrou trabalho de base na comunidade desde a sua eleição como vereador;

– Fez um investimento contínuo em comunicação durante todo o seu mandato como vereador, especialmente após as enchentes de 2023;

– Fez a escolha acertada do vice-prefeito Cláudio Xêpa, que trouxe forte aceitação popular. E uma comunicação que enfatizava sempre eles como uma dupla, sem tanta hierarquia;

– Formou uma militância nas redes sociais, porém teve que administrar alguns ataques a eleitores adversários, levando a oposição a rotulá-lo como “Campanha do Ódio”, o que não pegou tão bem entre uma parcela da população;

– Optou por um partido que se relacionou com a direita bolsonarista, o centro e a esquerda de Cabrália;

– Fez uma comunicação focada no candidato, mostrando seu dia a dia, família e valores. Essa foi a campanha que mais explorou com autenticidade a figura do candidato, mostrando quem realmente é Girlei Lage; 

– Contratou uma equipe de comunicação de Salvador, inspirada na comunicação ousada da prefeitura da capital, utilizando termos como “Pref” e tentando dar um ar bastante informal e divertido às postagens;

– É indiscutível o carisma de Girlei, que se destacava o tempo todo em sua interação com a população;

– Ao votar 9h30 da manhã no dia 6 de outubro, Girlei apareceu durante mais tempo na mídia local, e circulou livremente pela cidade, visitando todas as zonas eleitorais;

– Durante toda a campanha, Girlei focou no discurso anticorrupção, que ressoou com a população de Cabrália;

– Houve consistência na comunicação ao longo da campanha, demonstrando que uma estratégia bem executada é mais eficaz que abordagens complexas;
– Apesar da ausência de um time de candidatos capaz de eleger um vereador, isso não atrapalhou a vitória de Girlei Lage, quebrando o paradigma de “quanto mais vereador e partidos, melhor”.

2. Professor Iszael (PT) – 36,35% dos votos válidos

– Esse foi o candidato escolhido pelo então prefeito Agnelo Santos, trazendo prós e contras para a campanha: o desejo de continuidade para 30% dos eleitores e a rejeição por parte de muitos outros;

– Professor Iszael teve uma equipe de comunicação forte, mantendo produção de conteúdo ativa e multiplataforma;

– Apesar da rejeição do prefeito, a comunicação enfatizou a continuidade com o slogan “para seguir mudando”, uma medida considerada arriscada;

– A figura de Iszael, como um homem negro com trajetória de superação, foi pouco explorada na campanha. No final ainda restou a dúvida: Quem é Iszael?;

– Em suas propostas, Professor Iszael apostou em políticas públicas já existentes, demonstrando conhecimento de administração pública, porém não foi um discurso que teve apelo popular;

– Houve forte aceitação da campanha na zona rural, também pelo vínculo PT e MST, mas maciça perda de votos na orla norte, centro e Coroa Vermelha, reduto de Girlei Lage;

– Um erro na divulgação de pesquisa na reta final jogou areia em um momento importante, levando a oposição a rotular a informação como fake news, perdendo a credibilidade;

– A escolha do PT como partido foi acertada, reunindo votos de quem não queria a continuidade da gestão, mas votou pelo fortalecimento da esquerda para 2026, além de atrair a militância de movimentos sociais;

– Os candidatos a vereadores receberam atenção da equipe de comunicação, com vídeos de propostas e divulgação de seus números;

– O professor Iszael não participou de debates, possivelmente uma estratégia para evitar cobranças sobre ações do atual gestor, mas não podemos medir o impacto que isso teve em sua aceitação;

– A campanha não contou com militância no dia a dia dos grupos e redes sociais;

– Com mais de 7 mil votos, a campanha de Professor Iszael demonstra que o PT de Cabrália ainda pode ressurgir vitorioso após os dois mandatos de Jorge Pontes, que enfrentou forte rejeição nas eleições de 2016.

3. Carlos Lero (PODE) – 14,35% dos votos válidos.

– Seu vice, Nelson Costa, fez um alto investimento em comunicação durante a pré campanha, e trouxe sua equipe após a união com Lero;

– Nelson adotou uma comunicação ousada, misturando humor e irreverência;

– Lero, um pouco mais tímido, não seguiu a mesma linha de irreverência, mas a equipe continuou fazendo uso de apresentadores para transmitir as principais propostas da dupla;

– A militância de Carlos Lero e Nelson Costa sempre foi ligada ao humor e ao respeito em relação aos outros candidatos, e se manteve bastante ativa nas redes;

– Lero investiu significativamente em candidatos a vereadores, sendo a campanha com o maior número de candidatos, mas houve uma forte migração deles na última semana;

– A presença de Lero e Nelson nas redes sociais foi inferior à de seus apresentadores, o que pode ter feito com que seus rostos aparecessem menos do que deveria;

– A dupla formou um grupo político e de trabalhadores de campanha competente e diverso, mas não entregou tanto quanto poderia.

4. Loredano (UNIÃO) – 5,63% dos votos válidos.

– Loredano investiu pouco em comunicação;

– Apesar de sua boa presença diante das câmeras, ótima imagem pessoal e excelente eloquência, seu estilo é menos popular do que o dos outros candidatos;

– Realizou uma produção de vídeos de altíssima qualidade, mas isso demonstrou que a estética não é o suficiente para garantir uma vitória ou uma forte aceitação; é necessário muito mais;

– Com uma equipe enxuta, sua comunicação não conseguiu atender a todas as demandas exigidas por uma campanha, logo o candidato apareceu menos que os outros;

– Houve pouca militância nas redes sociais;

– E uma baixa adesão após sua tentativa de se associar aos valores do bolsonarismo, em uma cidade onde, nas últimas eleições, os valores progressistas prevaleceram nos resultados das urnas.

5. Aziz Ramos Filho (MOBILIZA) – 2,81% dos votos válidos.

– Aziz Ramos pai se destacou ao se declarar pré-candidato antes de todos os outros;

– Abriu diversas frentes de comunicação, incluindo o Movimento de Defesa de Cabrália e o “Cabrália Podmais” (podcast), mas não sustentou nenhuma até o final;

– Essa abordagem revela que criar uma narrativa apenas para a campanha, sem incorporá-la na vida do candidato, não engana a população. Alto investimento e a dificuldade em sustentar resultou em pouco retorno;

– Após a perda lastimável do coordenador de campanha e a saída do pai Aziz Ramos por motivos de saúde, Aziz Filho assumiu como candidato, acreditando na transferência de votos, apoiadores e popularidade, o que não ocorreu;

– O voto não se transfere de um candidato para o outro;

– A campanha não investiu em comunicação; o Instagram estava sempre desatualizado e a presença nas redes sociais era baixa;

– Houve um esvaziamento de apoiadores ao longo da campanha;

– O candidato apresentou baixa aceitação e pouco carisma;

– Tentaram criar uma identidade visual utilizando chapéus de engenheiro, mas a ideia não foi bem aceita pelo público;

– Em determinado momento, a campanha começou a usar uma bandeira do Brasil, gerando dúvidas sobre uma possível associação ao bolsonarismo em uma cidade onde o presidente Lula se destacou nas últimas eleições;

– A campanha demorou a definir suas cores, que mudaram bastante durante o processo eleitoral.

Levando tudo isso em conta, junto com a análise dos candidatos a vereador eleitos, podemos também concluir que:

– Para um vereador que aspira a se tornar candidato a prefeito, a comunicação é essencial. No entanto, essa comunicação deve estar alinhada com sua trajetória e os valores que defende; estar presente nas mídias é uma parte fundamental do jogo político;

– Para a reeleição de um vereador, o trabalho de base é ainda mais crucial do que a comunicação, especialmente em uma cidade pequena como Cabrália;

– A força da área urbana de Cabrália, especialmente em Coroa Vermelha, não pode ser subestimada; é um reduto significativo que pode influenciar resultados;

– Da mesma forma, a força da Zona Rural de Cabrália deve ser considerada. Um candidato que não estabelecer conexões nessa área precisa ter uma base sólida em outras regiões para garantir um bom resultado nas urnas.

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1 comentário

  1. Loredano on 9 de outubro de 2024 16:17

    Ao associar minha postura na reta final ao bolsonarismo a matéria cai no erro comum de entendimento de que todos aqueles que não comungam com a forma petista de governar, são automaticamente bolsonaristas. Não sou, nunca fui, e matérias minhas escritas na versão impressa deste mesmo jornal, deixam isto bem claro. Não concordo mesmo com a gestão petista da Bahia, mas nenhuma das minhas colocações fazem referência ao ex presidente e sim aos excelentes gestores que integram o quadro do meu partido União Brasil, tais quais ACM NETO E RONALDO CAIADO, e os dados não me deixam mentir.

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