REDAÇÃO | MAIS BAHIA |
Uma paralisação nacional de 24 horas convocada pelo Comando Nacional dos Bancários afeta o atendimento presencial em agências públicas e privadas de todo o Brasil nesta quinta-feira (20). O movimento é uma resposta ao impasse nas negociações do reajuste salarial com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Para o cidadão, a mobilização altera o funcionamento de serviços tradicionais, mas não paralisa totalmente o sistema financeiro.
O impacto no dia a dia da população
As agências bancárias físicas operam com capacidade reduzida ou de portas fechadas. Atendimentos complexos — como liberação de crédito presencial, cadastro de biometria e abertura presencial de contas — ficam suspensos.
Em contrapartida, os serviços essenciais seguem ativos:
- Canais digitais: Aplicativos e internet banking operam normalmente para transferências, consultas e transações via Pix e TED.
- Autoatendimento: Os caixas eletrônicos continuam disponíveis para saques, depósitos e consultas.
- Contas e boletos: O calendário oficial de pagamentos não sofre alteração. Contas com vencimento para esta quinta-feira devem ser pagas no prazo por meio dos canais digitais, lotéricas ou caixas eletrônicos para evitar a cobrança de juros ou multas.
Impasse nas negociações motiva paralisação
A insatisfação da categoria decorre das rodadas de conversa da Campanha Nacional Unificada de 2026. Nas reuniões mais recentes, a Fenaban recuou da tentativa de congelar o piso de entrada dos novos bancários e do reajuste por faixas salariais, proposta rejeitada por mais de 90% dos trabalhadores nas assembleias regionais.
O recuo foi considerado um avanço pelo sindicato, contudo os bancos ainda não apresentaram um índice de reajuste salarial para toda a categoria ou avanços sobre os vales-refeição e participação nos lucres (PLR). A categoria cobra reposição da inflação, ganho real e melhores condições de trabalho contra o fechamento contínuo de postos presenciais.
Uma nova rodada de negociação entre bancários e a representação dos bancos está prevista para o início da próxima semana. Caso não haja avanço, os sindicatos não descartam a decretação de greve por tempo indeterminado.


